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estudos bíblicos

Tishá BeAv – A destruição dos templos de Jerusalém

Estudo bíblico histórico sobre a destruição dos templos em Jerusalém, capital de Israel.

Alexandre Dutra

em

Arco do Triunfo de Roma. (Foto: Wikipedia)

O jejum de 9 de Av

O Talmud declara, em nome de Raban Gamliel que “se a pessoa come ou bebe em Tishá B’Av é como se tivesse comido no próprio Yom Kipur”. Um provérbio Yídish resume tudo: Em Yom Kipur, quem quer comer? Em Tishá B’Av, quem consegue comer?” (apud. LAMM, 1999, p.371).

O jejum individual, coletivo ou público tem como objetivo o quebrantamento, a rendição com o objetivo de conduzir o coração ao arrependimento, além de ser um momento de reflexão sobre os atos praticados diante de Deus e do próximo, visando o abandono do mal, substituindo-o pela prática do bem.

Ainda há mais dois dias de jejum, 10 de Tevet – que marca o começo do cerco babilônio de Jerusalém – e 17 de Tamuz – três semanas antes de Tishá B’Av, que marca a primeira brecha feita nas paredes de Jerusalém durante o cerco babilônio, de acordo com as palavras do Profeta Jeremias 52:7: “Então foi aberta uma brecha na cidade, e todos os homens de guerra fugiram, e saíram da cidade de noite, pelo caminho da porta entre os dois muros, a qual estava perto do jardim do rei (porque os caldeus cercavam a cidade ao redor), e foram pelo caminho da campina”.

Além, dos jejuns os judeus leem o livro Lamentações de Jeremias, que tem como título original em hebraico Eichá (“Como!”), referindo-se à desolação daquilo que era a glória de Jerusalém. Eichá é lido à noite, geralmente à luz fraca de velas, com os fiéis sentados no chão ou em bancos virados.

Como sinal de profundo luto, não se usa Talit (manto de oração) nem Tefilín (filactérios) no serviço matutino (Shacharit), mas somente no serviço vespertino (Minchá).

Todos os judeus são convocados ao jejum. As meninas a partir de 12 anos e meninos a partir de 13 anos devem jejuar o período inteiro e cumprir todas as normas referentes a Tishá B’Av.

No caso de necessidade de alimentação por ordem médica, um rabino deverá ser consultado para saber como proceder. Crianças menores podem se alimentar, mas devem ser sensibilizadas para entenderem a importância desta data, renunciando a guloseimas.

Imediatamente após a leitura de Lamentações, canta-se uma série de hinos fúnebres litúrgicos, chamados de Kinot, compostos por poetas judeus de diversas épocas e que são um conjunto acumulado de lamentos pelas tragédias que estão relacionadas à destruição de Jerusalém.

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Pastor Batista, Diretor dos Amigos de Sião, Mestre em Letras - Estudos Judaicos (USP).

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