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Internacional

“Banho de sangue” é esperado durante mês sagrado dos muçulmanos

Estado Islâmico pede “10 vezes” mais ataques durante Ramadã

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O período de 40 dias do Ramadã é o mais sagrado do ano para os muçulmanos, marcado pelo jejum durante o dia. O de 2015 será marcado como um dos mais violentos do último século graças a um apelo do grupo extremista Estado Islâmico.

Analistas acreditam que os três ataques do dia 26 estão relacionados com a proximidade do aniversário de um ano da declaração de renascimento do califado, feita em 29 de junho do ano passado pelo líder do EI, Abu Bakr Al-Baghdadi.

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Entre outras coisas, eles defendem o domínio de todo o Oriente Médio, o norte da África e parte da Europa, locais onde ocorreram os ataques de hoje.  Também falam em invadir Israel e matar todos os judeus.

A sexta é o dia santo no Islamismo. Foi nessa sexta 26, que três atentados terroristas em continentes diferentes mataram pelo menos 50 pessoas e deram ao mundo uma ideia do que os jihadistas podem estar planejando.

O grupo extremista assumiu apenas a autoria do atentado no Kuwait, onde um homem-bomba se explodiu dentro de mesquita durante as orações, fazendo 25 vítimas fatais. Na Tunísia, pelo menos 37 pessoas foram mortas por um atirador numa praia, a maioria turistas estrangeiros. No dia seguinte o EI assumiu a responsabilidade.

Na França, o ataque a uma usina de gás que resultou em um homem decapitado e várias pessoas feridas, não está ligado ao EI, mas as autoridades acreditam que a bandeira islâmica deixada no local é um indicativo de ataque com motivações religiosas.

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A mensagem do EI antes do início do período era um pedido que seus simpatizantes fizessem ataques. Uma mensagem foi divulgada na internet clamando que os jihadistas fizessem deste Ramadã um tempo de “calamidade para os infiéis [cristãos e judeus]… xiitas e muçulmanos apóstatas”.

Para eles, “a jihad é 10 vezes mais obrigatória durante o Ramadã e aqueles que morrem nesse período serão recompensados por Alá dez vezes mais do que durante o resto do ano”. Ryan Mauro, analista de segurança nacional dos EUA, declarou que isso deve gerar uma reação em cadeia.

Uma série de outros ataques dentro da Síria, que em parte é dominada pelo EI, também ocorreram nesses dias. Surgiram ameaças de execuções também em Israel. Agora, os olhos do mundo se voltam para os EUA, pois em 4 de julho comemora-se o Dia da Independência. Embora o governo americano não admita, a estratégia de mídia dos extremistas se aproveita de datas simbólicas.

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Para o Departamento de Estado dos EUA hoje o EI é a organização terrorista mais perigosa do mundo. Estima-se que eles contam com mais de 25.000 combatentes, vindos de quase 100 países diferentes. Com informações de WSJ [2], Fox News

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