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Teólogo vê significado profético do acordo de paz entre Israel e os Emirados Árabes

Joel Rosenberg lembra movimento geopolítico para a futura guerra escatológica de Gog e Magog.

Michael Caceres

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Benjamin Netanyahu e Mohammed Bin Zayed (Reprodução/Facebook)

Para o teólogo norte-americano Joel Rosenberg, autor de livros sobre profecias bíblicas, o acordo de paz entre Israel e Emirados Árabes Unidos, que tem sido considerado histórico, pode ter implicações proféticas. O acordo foi comemorado pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

“A paz é uma coisa boa e a paz une os moderados, duas das economias mais avançadas do mundo – Israel e os Emirados Árabes Unidos – e duas das mais moderadas”, disse ele à Fox News.

Joel Rosenberg chamou a atenção para o fato de que aqueles que historicamente se posicionam contra a existência do Estado de Israel foram os que se manifestaram contra o acordo, gerando um clima de animosidade no Oriente Médio.

O irã chegou a condenar categoricamente o acordo e a Autoridade Palestina acusou os Emirados Árabes Unidos de traição, chamando seu representante do país, além de conclamar protestos de palestinos no Monte do Templo. Eles anunciaram que boicotariam a Dubai Expo, que será realizada em 2021.

Já o líder turco Recept Tayyip Erdogan, que tem a aspiração de ser o califa em um sonhado califado islâmico, afirmou que as relações diplomáticas com os Emirados Árabes estão ameaçadas.

O escritor Rosenberg afirmou que a reação da Turquia ao acordo de paz tem significado revelador. Rosenberg afirmou que o país tem relação diplomática com Israel, então ele afirma que isso soa como hipocrisia a condenação do acordo por Erdogan.

“Por que isso é interessante? Porque a Turquia tem um relacionamento [com Israel]. Eles têm normalização total conosco aqui em Israel. Então, a ideia de que o suposto ‘sultão’ da Turquia está condenando um estado muçulmano por criar uma normalização completa com Israel que ele já fez, é ridícula e hipócrita ”, explicou Rosenberg.

Ele diz que a posição de Erdogan demonstra que ele continuará o avanço de uma posição radical islâmica que a longo prazo poderá gerar um problema muito sério. Essa tem sido a avaliação de observadores em todo o mundo, já que a Turquia tem perdido a moderação há alguns anos.

“É um indicativo do fato de que Erdogan está levando seu país do campo moderado ocidental para o campo mais radical do islamismo iraniano. E isso é um problema muito sério de longo prazo”, disse ele.

Conotações proféticas

Ao avaliar o chamado “Acordo de Abraão”, Rosenberg vê conotações proféticas, principalmente ao observar o movimento geopolítico. A visão do teólogo segue uma linha escatológica observada pela grande maioria dos evangélicos quanto a guerra de Gog e Magog.

“O que vemos no livro de Ezequiel, capítulos 38 e 39, que é conhecido como a escatológica futura guerra de Gog e Magog, é os estados árabes sendo muito calmos e quietos em relação a Israel. Israel [é] reconstruído, pacífico, próspero, calmo, seguro e então uma aliança russo-iraniana-turca se formando contra Israel”, lembrou.

Na Bíblia pode ser visto uma confederação de nações que buscam a destruição do povo judeu, apontando pelo texto como Gomer, Put, Cush, Pérsia, Togarmah, Gog e Magog, que um dia se unirão para avançar contra o país em disputa pela Terra Santa.

“Agora, não estou dizendo que a guerra com Gog e Magog é iminente”, explicou Rosenberg. “Estou dizendo que as linhas de tendência da paz no Oriente Médio, com um eixo russo-iraniano-turco – é exatamente para onde estamos caminhando. Essa é a trajetória, e isso é algo que deve fazer com que todos os cristãos observem cuidadosamente e continuem a orar pela paz de Jerusalém”, lembrou.

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