Siga-nos!

Política

STF dará sinal de que o crime venceu se soltar Lula, avalia procurador

Ailton Benedito avalia que Corte não pode se basear em fake news para soltar ex-presidente.

Michael Caceres

em

Ailton Benedito. (Foto: Jornal Hora Extra)
Publicidade

Para o procurador da República Ailton Benedito, o Supremo Tribunal Federal (STF) dará sinal à sociedade de que o crime organizado (OCRIM) venceu se o ex-presidente Lula for solto da cadeia, logo na sequência da violação e divulgação criminosa de mensagens entre os integrantes da Operação Lava Jato.

“Se o STF soltar o presidiário Lula na sequência da violação e divulgação criminosa de comunicações atribuídas por Fake News a integrantes da Lava Jato, especialmente Deltan e Moro, dará sinal para a sociedade de que a ORCRIM venceu e de que os brasileiros são seus escravos”, disse o procurador Ailton Benedito no Twitter.

Leia mais...

Continua depois da Publicidade

Ele também lembrou a preocupação da Corte em relação as fake news que ameaçam as instituições, o que não justifica a soltura do ex-presidente com base nas informações divulgadas contra os integrantes da Lava Jato.

“Ministros do STF, tão preocupados com a propagação de Fake News que ameaçam as instituições, tanto que instauraram inquérito judicial para investigá-las e puni-las, soltarão o presidiário Lula com base em Fake News contra integrantes da Lava Jato?”, escreveu no microblog.

Dois dias após vazamentos contra Sergio Moro, o STF incluiu na pauta do dia o julgamento pela liberdade de Lula. O processo estava em votação no plenário virtual em abril, uma forma de votação em que os ministros postam seus votos em um sistema eletrônico, mas o ministro Gilmar Mendes pediu para transferir o caso para julgamento físico da Segunda Turma.

A defesa contesta neste pedido a decisão do ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que rejeitou um pedido de absolvição de Lula no processo do tríplex do Guarujá, que motivou a prisão do ex-presidente.

Continua depois da Publicidade

A defesa alega que Fischer não deveria ter julgado o caso sozinho, mas levado a discussão para a  Quinta Turma do STJ.

O argumento de que Moro conduziu o processo com parcialidade deve pesar no julgamento do STF, embora os fatos novos não estejam inclusos no processo.

Publicidade