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Opinião

Sr. Presidente, indicar o filho para embaixada é “terrivelmente imoral”

A frase que mais gosto de utilizar na vida é: “vamos aos fatos.”

Maycson Rodrigues

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Eduardo e Jair Bolsonaro. (Foto: Reprodução / Twitter)

Quando o governo acerta, não ocultamos como a grande mídia faz. E quando o governo erra, temos a obrigação de não nos omitir, pois há quem pense que agimos assim de forma intencional e premeditada.

Acontece que o presidente deixou claro uma intenção de, “estrategicamente”, nomear seu filho, Eduardo Bolsonaro, embaixador do Brasil nos EUA. Creio que a ideia dele foi mais especulativa do que efetiva; porém, de uma forma ou de outra isso é um grande equívoco, para não dizer um absurdo.

O deputado federal foi eleito com um milhão e oitocentos mil votos do povo paulistano para que possa representar esses eleitores na Câmara Federal. Ele tem a obrigação moral de cumprir o mandato, em respeito a cada cidadão que o colocou novamente naquela cadeira – e dessa vez quebrando o recorde nacional de votação para este cargo.

Além do mais, não devemos misturar as coisas nem os poderes. Eduardo pertence ao poder legislativo. Ponto. Não cabe nenhuma ação do executivo que interfira no andamento da casa, mesmo que seja “promover” alguém para um cargo de altíssima importância – ainda mais quando se trata do seu filho.

Assim como foi na “ascensão repentina” do filho do vice-presidente Hamilton Mourão, subindo diversos degraus para alcançar o alto escalão do Banco do Brasil, tal fato não se consiste numa ilegalidade, mas claramente é uma imoralidade no sentido político da coisa.

Bolsonaro tem conseguido muitos feitos positivos, mas seus filhos sempre estão sendo envolvidos em polêmicas que municiam a grande mídia afetada emocionalmente com as políticas que os desfavorecem economicamente e ainda alimentam narrativas da oposição histérica e completamente insatisfeita e antipática a tudo o que o governo faz. Logo, é prudente evitar os desgastes desnecessários.

Creio que o foco agora do deputado federal deve ser articular junto ao próprio PSL, que está se mostrando um grupo de amadores sem o menor gabarito político para não ceder a pressões e não votar contra o Brasil, como alguns fizeram nas discussões do texto da Reforma Previdenciária que acabou mantendo alguns privilégios e, em outros casos, se curvando a certos caprichos do grupo do Centrão que só possui um modus operandi que é pelo balcão de negócios.

Senhor Presidente, peça a Deus sabedoria para governar o país de forma justa e sábia. Evite as polêmicas ao máximo. O voto de confiança já foi dado e agora é hora de trabalhar para o crescimento do Brasil e sua libertação do poder dos criminosos.

Não deixe que coisas mínimas e fúteis te distraiam no caminho e firme cada vez mais suas convicções na verdade, pois muitos brasileiros carecem dos atos de justiça do Estado para que tenham paz e possam trabalhar e garantir o sustento de suas famílias.

Casado com Ana Talita, seminarista e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, serve no ministério dos adolescentes e dos homens da Betânia Igreja Batista (Sulacap - RJ) e no ministério paraeclesiástico chamado Entre Jovens. Em 2016, publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.

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