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Internacional

Sobrevivente do Holocausto abraça guarda nazista durante julgamento

Hoje com 76 anos, Moshe Peter Loth revelou que cresceu com muito ódio pelo que passou na Polônia, mas que resolveu perdoar os soldados nazistas

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Moshe Peter Loth e Bruno Dey. (Foto: Christian Charisius/Pool/Afp Via Getty Images)

Uma criança sobrevivente do Holocausto interrompeu o julgamento de um ex-guarda dos campos de concentração nazistas para dar um abraço no réu de 93 anos.

Bruno Dey é acusado de assassinato de 5.230 pessoas no campo de concentração de Stutthof, perto do que é hoje Gdansk, na Polônia. Ele está sendo julgado em Hamburgo.

Moshe Peter Loth, 76, queixoso no caso, abordou Dev durante o julgamento na semana passada e disse: “Cuidado com todo mundo, vou perdoá-lo”. Os dois se abraçaram e choraram.

O The Jerusalem Post revelou que durante o julgamento Loth contou que era”cheio de ódio” por ter crescido sem sua família após ser libertado do campo de concentração, encontrando com eles anos depois na Alemanha.

Ele só percebeu que sua vida poderia mudar se ele liberasse perdão às pessoas que haviam feito mal para ele e sua família.

Dey era adolescente nos anos de 1944 e 1945 e atuou como guarda nos campos nazistas. Durante o julgamento, o tribunal permitiu que Loth questionasse Dey, que repetiu seu testemunho de que ele não se voluntariara para o serviço em Stutthof e que ficou chocado com o que havia acontecido lá.

Segundo um intérprete, Loth pediu perdão a Dey por ter ficado zangado e cheio de ódio. O réu respondeu: “Absolutamente. Eu não tenho ódio”. Mais tarde, Dey disse que era um alívio conhecer e pedir desculpas a Loth.

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