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Vida cristã

Sim, a igreja é um “serviço essencial” para o Brasil, afirma pastor

Josué Valandro Jr. ecoa decreto presidencial e enfatiza papel fundamental da igreja

Neto Gregório

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O Gospel Prime promove uma série de entrevistas com líderes e pastores de diversas denominações para entender o momento que estamos vivendo, como a igreja deve se portar e o que Deus está dizendo ao mundo.

Nossa primeira entrevista é com o pastor Josué Valandro Jr., líder da Igreja Batista Atitude (IBA) há 14 anos, escritor, conferencista e apresentador do programa Tempo de Atitude, na Rede TV!.

O pastor enfatiza a importância da igreja em meio ao medo e pânico causados pela pandemia de Covid-19 e ecoa o decreto presidencial afirmando que “sem sombra de dúvidas, a igreja é um serviço essencial” para o Brasil nesse momento.

O líder lembra que a igreja tem o papel de “levar ao mundo uma palavra de esperança” e que deve demonstrar aos não-cristãos a “nossa fragilidade e necessidade de Deus”. “Podemos acreditar que Deus nos ama e que Ele tem uma saída para qualquer situação”, ensina.

Valandro Jr. enfatiza o papel social da igreja e como ela deve cuidar dos necessitados, principalmente, em meio à crise econômica que se avizinha. “Nós estamos – literalmente – matando a fome de muita gente. Alguns autônomos não estão ganhando nada. A reserva já se foi”, diz.

“Cuidando do espiritual, emocional e material”, afirma convicto de que a igreja “é um serviço essencial para esse momento no Brasil”.

O que podemos aprender?

Sobre as mudanças que a pandemia tem causado, o apresentador afirma que “nós somos igreja independente do presencial”, e, por isso, “precisamos ter uma estrutura de trabalho independente do presencial”.

O pastor observa que a igreja deve ser “voltada para fora” e que precisamos “ampliar a forma de nos comunicar com o mundo”.

“Nós estamos aprendendo que somos muito maiores do que aquilo que fazemos dentro dos nossos templos”, enfatiza.

O que se modificará?

O líder da IBA acredita que quando o mundo “voltar ao normal”, no pós-coronavírus, “a tecnologia não será mais um complemento” daquilo que a igreja desenvolve, mas, “um elemento de trabalho”.

Ele aponta que a tecnologia e a internet não serão “apenas alguma coisa que a gente faz para somar” ao ministério, mas terão um “papel vital” na comunicação do Reino.

“Se queremos salvar esse mundo”, salienta, “precisamos tornar a tecnologia como algo fundamental” em nosso evangelismo.

Jair e Michele Bolsonaro recebem oração. (Foto: Reprodução / Instagram – Josué Valandro)

Estamos preparados?

“As nossas igrejas experimentam um mover muito glorioso quando as pessoas se envolvem em cuidar dos outros”, afirma.

O pastor acredita que é no meio de crises que a força da noiva de Cristo se apresenta. “A igreja só enfrenta problemas quando se volta para si mesma, mas toda vez que chega um desafio – pessoas para ela cuidar -, a igreja cresce, melhora e se aperfeiçoa”, diz.

Ele lembra que os fiéis possuem “experiência em amar” e, por isso, estamos preparados para oferecer ajuda aos necessitados.

O que Deus está dizendo?

“Vocês não se bastam”, afirma. “Deus está dizendo ao mundo: olha, um microscópico vírus entra num palácio de uma rainha, no palácio do presidente, entra na casa do famoso, do bilionário, ou seja, o dinheiro de vocês, as fortalezas de vocês, não são suficientes para blinda-los de um pequeno vírus”, pontua.

“Vocês precisam de alguém que os proteja, de alguém que reacenda em vocês duas palavrinhas: esperança e futuro”, enfatiza.

O pastor cita Jeremias 29:11-13 para dizer que Deus tem uma “proposta de benção” para o mundo e que “Ele quer resgatar em nós a esperança e o futuro”.

“Não dá para ter futuro sem esperança. A gente chega no futuro, mas chega desesperançado – morto por dentro. E, não dá para ter esperança sem olhar para o futuro”.

Conclui dizendo que “nunca mais seremos os mesmos” e que esse é o momento que a igreja precisar estar “de braços abertos para acolher as multidões que vão nos procurar”.

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