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Opinião

Seu passado pode sim te condenar

“O avisado vê o mal e esconde-se; mas os simples passam e sofrem a pena.” Pv 27:12

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Nós, que nos denominamos cristãos, não devemos nos pautar em ‘experiências’ para concluirmos que o pecado é ruim e depois escolhermos não pecar. Como cristãos genuínos devemos confiar nas Escrituras mesmo que não tenhamos motivos claros e recompensas imediatas para adotar um comportamento de santidade.

A maioria das vezes não percebemos de antemão as consequências dos nossos atos e essa demora entre causa e efeito nos inclina a fazer o mal, que tem o atrativo do prazer imediato. Entretanto, não devemos esquecer que o pecado só traz morte e que tudo aquilo que o Senhor nos ensina que é errado acaba trazendo consequências ruins para nossas vidas, mesmo que na vida cotidiana vejamos pessoas pecando e momentaneamente ‘se dando bem’.

Mas a vida real é uma velha senhora imperiosa e cruel e as leis que a regem foram escritas pelo mesmo autor que nos indica o que é certo e bom e o que é errado e mau. Mais cedo ou mais tarde a realidade tende para os resultados esperados pois não pode escapar das leis divinas. Quando isso acontece temos a oportunidade de sermos sábios e aprender com os exemplos.

“O avisado vê o mal e esconde-se; mas os simples passam e sofrem a pena.” Pv 27:12

Um artigo chamado “The harmful effects of early sexual activity and multiple sexual partners among women: a book of charts”, traz a análise de uma pesquisa respondida por 10.000 mulheres entre 15 e 44 anos. Esta pesquisa revela dados que correlacionam o número de parceiros sexuais além do marido (para o caso das mulheres que são ou já foram casadas) com fatores como: DST, aborto, estabilidade matrimonial, depressão, etc.

A discrepância nos resultados entre as mulheres que só tiveram o marido como parceiro sexual e as outras é notória. Se compararmos as mulheres que só tiveram o marido como parceiro com as mulheres que tiveram cinco outros diferentes parceiros durante a vida (que é um número bem conservador no Brasil) notamos que mulheres que tiveram cinco outros parceiros durante a vida têm 3.5 vezes mais chance de contraírem DSTs, 7.5 vezes mais chance de se tornarem mães solteiras, 60% a mais de chance de serem depressivas, 43% a mais de chance de serem infelizes, etc.

Mesmo se compararmos as mulheres que só tiveram o marido como parceiro com aquelas que cometeram ‘um pequeno deslize’ tendo durante a vida apenas um parceiro além do marido ainda assim há diferença,  enquanto a mulher que só teve o marido como parceiro tem 80,47% de probabilidade de um casamento estável, para a mulher que teve outro parceiro esse número cai para 53,63%, ou seja, com apenas um deslize a pessoa mais que dobra a chance de divórcio.

E como um casamento falido, infelicidade e depressão andam de mãos dadas, a chance da mulher que já teve um parceiro além do marido ser infeliz e/ou depressiva é, respectivamente, 22% e 62% maior do que aquela que só teve o marido como parceiro.

quandro

Vale lembrar que não necessariamente uma mulher que teve uma vida mais devassa vai se divorciar, ser infeliz e mal amada  e nem que a mulher que teve uma vida mais santa vai ser a mamãe da feliz família de propaganda de margarina. Entretanto quanto mais a gente peca mais a chance de tudo dar errado cresce, porque todo pecado tem consequência e mesmo nossos pecados tendo sido perdoados vamos ter que lidar com elas.

Então devemos ter em mente que cada pecado que cometemos, por mais que na hora não pareça ter consequência séria, vai ter algum peso em nossas vidas. Não adianta recitar o mantra gospel de que depois de perdoado o pecado caiu no ‘mar do esquecimento’ e vai tudo ser como se nada tivesse acontecido. O perdão nos livra da condenação eterna, mas as consequências temporais uma hora ou outra cobram a conta.

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