Siga-nos!

Política

Moro recebe oração de deputados evangélicos e se diz tranquilo

Ao todo foram 30 parlamentares que demonstraram apoio ao ministro da Justiça.

Michael Caceres

em

Sérgio Moro e a bancada evangélica. (Foto: Isaac Amorim/MJSP)

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, recebeu nesta quarta-feira (12) cerca de 30 deputados da Frente Parlamentar Evangélica em seu gabinete em Brasília.

Os políticos foram demonstrar apoio ao ministro após os ataques sofridos devido à divulgação de conversas entre o ex-juiz e o procurador Deltan Dallagnol, da Operação Lava Jato.

A reunião durou pouco mais de 40 minutos, Moro mostrou-se tranquilo diante dos deputados, negando qualquer combinação na atuação com a força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) no período em que, enquanto juiz, era responsável pelos processos relativos à Operação Lava Jato.

Segundo relato dos parlamentares, Moro teria dito que o vazamento das conversas entre as autoridades envolvidas na Lava Jato foi criminoso, e que sequer pode confirmar até onde o conteúdo é verdadeiro, já que as conversas são antigas.

O apoio demonstrado pelos parlamentares tem o objetivo de fortalecer a permanência do ministro no cargo, já que a oposição tem sugerido que ele deferia se afastar do Ministério da Justiça e ser investigado por, supostamente, ter combinado ação contra o ex-presidente Lula, condenado pelo ex-juiz.

O deputado Silas Câmara (PRB-AM) aproveitou o encontro para oferecer ao ministro uma oração em seu favor, ele teria aceitado prontamente. Os parlamentares então levantaram a voz em oração por Moro, segundo O Globo.

Moro esteve mais cedo, juntamente com o diretor da PF, Maurício Valeixo, em uma reunião no Palácio do Planalto com o presidente Jair Bolsonaro. A audiência não estava na agenda de nenhum dos dois e a pauta debatida não foi divulgada.

Índices

Dados oficiais divulgados pelo ministro, sobre os índices de criminalidade, mostraram uma forte queda no primeiro bimestre do ano. Ao comemorar, Moro afirmou que nada vai impedi-lo de cumprir sua “missão”, nem mesmo “hackers de juízes”.

Entre os dados destacados, está a queda de 23% no número de registro de homicídio, na comparação com o igual período do ano passado. Ele compartilhou o mérito com o governo federal e os governos estaduais e distritais.

 

Publicidade