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Sérgio Moro fala sobre a lei anticrime: “Não se pode ser leniente”

“A solução para o crime não pode ser abrir as portas da prisão em um sistema já leniente. O raciocínio não fecha”, defendeu

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Sérgio Moro. (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, usou o Twitter para esclarecer alguns pontos sobre o projeto de lei anticrime apresentado por ele no Congresso Nacional.

Moro explica que um dos objetos do projeto anticrime é prender o criminoso e endurecer as penas.

“Criminosos habituais, reincidentes e condenados por crimes graves como corrupção ou roubo com arma de fogo começarão a cumprir pena em regime fechado. Condenado por crime hediondo com morte tem que cumprir pelo menos três quintos da pena em regime fechado antes de pleitear regime menos rigoroso e só se for constatado que está apto a voltar ao convívio social. Acaba com as “saidinhas” para condenados por crimes hediondos”, ressaltou.

O ex-juiz federal também listou as propostas para combater organizações criminosas armadas, enviando os criminosos para presídios federais de segurança máxima. “Membros de grupos criminosos organizados só podem obter benefícios durante o cumprimento da pena (como progressão de regime) se saírem da organização”, afirmou.

Moro defendeu o encarceramento dizendo que os custos com os presos é menor do que os gastos com ele solto.

“A solução para o crime não pode ser abrir as portas da prisão em um sistema já leniente. O raciocínio não fecha”, defendeu. “A solução não pode ser a impunidade de quem viola a lei, mata, rouba propriedade privada ou desvia dinheiro público. Não se pode ser leniente com crimes violentos, crime organizado ou com corrupção. Esse é o espírito do projeto de lei anticrime”, concluiu o ministro.

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