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Sociedade

Secretário fala sobre suicídio entre indígenas: “Bebida liberada, Bíblias proibidas”

O número de suicídio entre indígenas é três vezes maior, segundo o Censo 2010.

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Ezequiel Roque. (Foto: Reprodução / Youtube)

O secretário adjunto de Políticas de Promoção da Igualdade Racial Esequiel Roque participou do Simpósio de Prevenção ao Suicídio e Automutilação que aconteceu na semana passada na Câmara dos Deputados dando enfoque aos casos de suicídios nas tribos indígenas.

Citando alguns dados do IBGE, ele mostra que os índios morrem três vezes mais que a população branca e negra no Brasil. Roque descarta, porém, que haja uma cultura de suicídio entre os indígenas, pois a prática não é aceitável por eles.

“Não existe cultura do suicídio, não é uma prática em cultura indígena nenhuma. É uma situação de desespero”.

O secretário contou algumas histórias de índios que tiraram suas vidas por serem discriminados ou por não conseguirem conviver na sociedade fora de suas tribos.

“Nós temos uma realidade e é preciso haver um enfrentamento, mas há barreiras que nos impede de chegar a eles”, declarou.

Ezequiel Roque declarou que é preciso acabar com a invisibilidade dos indígenas e terminou sua fala mostrando dois objetos: uma Bíblia e uma garrafa de bebida alcoólica vazia.

Ele mostrou que a Bíblia foi proibida por muitas autoridades para que ela não fosse apresentada aos povos indígenas, impedindo a conversão deles.

Enquanto isso, bebidas alcoólicas sempre foram liberadas pelas autoridades e são usadas para troca por ouro, sexo, entre outros produtos.

“Você encontra muitas garrafas como essa, mas encontra poucas Bíblias, representando a liberdade religiosa. Isso aqui [bebida] leva ao suicídio, mas isso aqui [Bíblia] leva à vida”, concluiu o secretário.

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