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Opinião

Samba-enredo da Mangueira: marxismo cultural e muita distorção do evangelho

Carnavalescos querem ensinar teologia à igreja

Maycson Rodrigues

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Deslife da Mangueira. (Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil)

Não vamos discutir teologia com compositor de escola de samba. Isso não faz o menor sentido. Vamos tratar de um movimento político que se chama “marxismo cultural”, que é a grande utopia petista desde sua fundação e que ganhou fôlego no psolismo por meio de um trabalho árduo doutrinação ideológica nas escolas de ensino médio e superior do país no mínimo nos últimos 5 anos.

Para quem acredita na gama central dos ideais de Karl Marx e entende que o caminho não deve ser mais pela revolução armada, o único modus operandi possível é estabelecer uma revolução cultural que se dá pela ocupação dos espaços de poder nas áreas da mídia, educação e entretenimento, visando infiltrar as ideias marxistas nestes canais institucionais.

Você percebe a atuação deste exército super camuflado na própria relação empírica com as transformações do inconsciente coletivo nacional nas últimas décadas. Um homossexual vencendo um programa super popular do país e depois se tornando deputado federal, o avanço da participação de pessoas trans nos esportes (inclusive os de contato, como o MMA), a introdução de beijos gay e até mesmo cenas de sexo entre homens em horário nobre, a popularidade de páginas como “Quebrando o Tabu”, a sociedade reelegendo Dilma no cargo de presidente da República, aquela que abusou de esbanjar dinheiro público em campanha (a campanha mais cara da história da República) e de fazer discursos extremamente vitimistas sobre o seu passado político e hipócritas “em favor dos pobres e das minorias” e etc.

A letra do samba da Mangueira deste ano é teologicamente pobre e extremamente carregada de afirmações que exaltam o Jesus histórico em detrimento de se blasfemar contra o Santíssimo Deus que complementa a definição teológica da dupla natureza de Cristo.

Jesus Cristo não é somente um “nazareno, preto, da periferia e filho de desempregado”; Ele é o Deus que encarnou e cresceu em Nazaré, contudo andou por todo Israel para evangelizar as pessoas sem priorizar classe social ou cor ou preferência política.

Geralmente, os teólogos liberais cometem heresia quando humanizam Cristo a ponto de este Cristo não mais condenar publicamente o pecado como Deus santo que é – tornando-se conivente com o estilo de vida ímpio dos homens caídos – como é o caso de falsos mestres como o Henrique Vieira, militante político que se diz pastor e que estará inclusive neste desfile como “uma das faces de Jesus”, certamente enfatizando a necessidade ressentida de se colocar o negro acima do branco, o que é mais um fruto da mentalidade doentia e revanchista provocada pelo marxismo cultural.

Jesus comeu com pecadores, andou com prostitutas e muita gente que vivia fora da religião oficial da época (o judaísmo) estava mais próxima do reino de Deus do que muitos dos fariseus daqueles dias. No entanto, pecadores só se tornam santos quando creem no filho de Deus; quem não crê – como é o caso de muitos dos que vão se lançar na exibição da própria sensualidade e colaborar com a festa que mais promove a imoralidade sexual e todo tipo de rebeldia do coração para com a graça divina – certamente será condenado. A verdade do evangelho não é fácil de ser digerida por quem não quer ter Jesus como o Senhor e o centro de sua existência.

Espero que você, caro leitor, também não caia no engodo da teologia liberal nem mesmo dos verdadeiros fanáticos religiosos: aqueles que usam o cristianismo para mentir em nome de Jesus, propagando fábulas carregadas de uma ideologia espúria e antidemocrática que é produzida por ateus como Gransci e Marx e que enganam muitos que preferiram uma graça barata, sem cruz e sem obediência a ter de se sujeitar à Palavra deste mesmo Cristo – este que ousam (mas só ousam) tentar representar na Avenida.

O enredo que retrata Jesus com fidelidade chama-se Escritura. Nela encontramos Aquele que liberta os seres humanos pelo poder da verdade do evangelho. Conheça o Cristo da Escritura e encontre nele a salvação e a verdadeira liberdade.

Casado com Ana Talita, seminarista e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, serve no ministério dos adolescentes da Betânia Igreja Batista (Sulacap - RJ), na juventude da PIB de Vilar Carioca e no ministério paraeclesiástico chamado Entre Jovens. Em 2016, publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.

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