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igreja perseguida

Rússia já processou 15 evangélicos por “atividade missionária ilegal” em 2020

Maioria dos cristãos pertencem a igrejas batistas e pentecostais.

Michael Caceres

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Vladimir Putin
Vladimir Putin (Reprodução/YouTube)

Ao menos 15 cristãos evangélicos já foram punidos na Rússia entre janeiro e julho de 2020 por compartilhar sua de maneira não autorizada, promovendo o que chamam de “atividade missionária ilegal”.

A maioria dos cristãos processados fazem parte de igrejas batistas e pentecostais. Eles teriam violado o Artigo 5.26, Partes 5 e 5 do Código Administrativo, aprovado em julho de 2016, que pune a prática das atividades de evangelismo e missão.

Segundo a organização de liberdade religiosa Forum 18, os autos disponíveis demonstram que “houve pelo menos 42 processos” deste tipo na Rússia durante o primeiro semestre do ano, os processos envolveram principalmente cristãos e muçulmanos.

Os processos acabaram gerando multas entre 6.000 rublos (751,11 reais) e 50.000 rublos (3755,55 reais) e apenas três casos tiveram absolvição. A maior parte dos casos tinham a ver com pessoas compartilhando literatura religiosa na rua ou falando sobre sua fé aos transeuntes.

Houve também processos por conta da realização de atividades religiosas não autorizadas, incluindo aulas de línguas com algum tipo de abordagem religiosa.

“Dos quatro estrangeiros acusados ​​de acordo com o Artigo 5.26, Parte 5 (‘Estrangeiros em atividade missionária’), dois foram condenados à deportação por meio de expulsão forçada (o que significa que foram enviados para centros de detenção do Ministério do Interior para estrangeiros antes da partida)”, disse em nota o Fórum 18.

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