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Ciência & Saúde

Dawkins diz que crenças contrárias à ciência não devem ser respeitadas

Ele também não acredita que as pessoas religiosas sejam mais felizes e nem moralmente mais éticas.

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O biólogo britânico Richard Dawkins concedeu uma entrevista ao jornal Folha de São Paulo comentando sobre sua descrença em Deus e afirmando que as crenças contrárias ao consenso científico não devem ser respeitadas.

Polêmico, desde que passou a militar pelo ateísmo defendendo o pensamento livre e não dogmático, o cientista diz que quando uma religião afirma que a Terra tem apenas 10 mil anos de existência ele precisa lutar contra ela, se referindo ao cristianismo.

“Não devemos respeitar crenças que influenciam a vida de crianças e que vão contra conhecimento dado como consenso na comunidade científica”, disse ele.

A entrevista também questionou Dawkins sobre os códigos morais que as religiões passam para seus fiéis, mas o biólogo não acredita que haja tais regras nas religiões já que algumas delas aceitavam a escravidão e não davam às mulheres o direito de participar de processos democráticos.

O cientista também é cético no que diz respeito à ligação entre a religiosidade e a felicidade.

“Os países que apresentam melhores índices de desenvolvimento humano e, em tese, uma melhor condição para a existência da felicidade, são países com o maior número de ateus”, afirma ele.

Isso acontece, segundo Richard Dawkins, porque as pessoas passam a ter alegria, consolo e bem-estar nas possibilidades sociais, culturais e intelectuais que possuem e não na crença em seres divinos.

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