Siga-nos!

Política

Religiosos escolhem candidatos sem levar em consideração o apoio dos líderes

Pesquisas realizadas dias antes das eleições já mostravam que a maioria dos católicos e evangélicos escolheriam o candidato do PT.

em

Ao contrário das igrejas evangélicas que resolveram apoiar um candidato à Prefeitura de São Paulo, a Igreja Católica preferiu não indicar um nome aos fiéis e algumas igrejas ainda receberam José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT) em suas missas.

Dom Fernando Figueiredo e o padre Marcelo Rossi são alguns dos párocos que ofereceram espaços para ambos candidatos, adotando a política da Igreja de deixar com que os fiéis decidam por si.

A posição deixou os fiéis mais livres para decidirem de acordo com sua consciência, como mostra uma reportagem da agência Reuters. “Já vi alguns padres pegando pelo lado da consciência do voto, não indicando um nome ou outro”, disse o gerente de vendas Franklin Albuquerque, 40 anos, católico.

“Religião é uma coisa, política é outra coisa”, completou Albuquerque que para a reportagem garantiu que em momento algum ouviu os padres falarem contra o chamado “kit gay”, assunto que colocou líderes evangélicos contra o candidato eleito do PT.

Entre os pastores que se posicionaram contra o candidato eleito temos grandes denominações, como a Assembleia de Deus do Brás, Assembleia de Deus do Belém, Igreja Renascer, Assembleia de Deus do Bom Retiro, Igreja Mundial do Poder de Deus e até o Conselho de Pastores de São Paulo. Todos esses ministérios apoiaram o candidato tucano e ofereceram espaço para que ele participasse de seus eventos tendo a oportunidade de falar com os fiéis.

Apesar de todas estas tentativas, uma pesquisa realizada pelo Ibope dias antes das eleições já mostrava que os fiéis evangélicos não estavam levando em consideração a indicação de seus pastores, pois entre os entrevistados 64% tinha a intenção de votar em Haddad, contra 36% de Serra. Entre os católicos Haddad tinha 58% dos votos e o tucano 42%.

A conclusão da matéria da Reuters é que os religiosos se mostraram alheios ao uso da religião na disputa eleitoral. O resultado final da apuração das urnas deixou isso ainda mais claro, já que mesmo com tantas críticas o ex-ministro da Educação foi eleito com 55,57% dos votos válidos.

Publicidade