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Estudos Bíblicos

Reconcilie-se enquanto há tempo

Que Deus possa, através de nossa atitude, do nosso propósito em mudar, reescrever nossas histórias.

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Uma das características mais marcantes do mundo atual, no meu ponto de vista, é o narcisismo, irmão siamês do individualismo, que faz com que muitos de nós sejamos incapazes de sentir empatia pelos outros. Assim, mesmo quando cometemos ofensas graves, muitas vezes somos incapazes de reconhecer os nossos próprios erros.

E o pior: muitas vezes, atribuímos os erros a fatores externos, para tirar a nossa culpa da reta. Alguns culpam o diabo, outros culpam a “fraqueza da carne”, outros a criação que tiveram, o contexto social em que vivem, etc, porém, poucos são aqueles que são capazes de reconhecer a sua miséria e necessidade urgente da graça de Deus sobre suas vidas.

Neste contexto, neste final de semana, eu estava lendo a história envolvendo dois personagens de Gênesis e que me fizeram refletir muito sobre aquilo que estou trazendo aqui: os irmãos Jacó e Esaú.

Jacó era filho de Isaque e Rebeca, e irmão gêmeo de Esaú e neto de Abraão, sendo que sua história é uma das mais longas do livro de Gênesis, ocupando vinte e cinco capítulos deste livro. O nome Jacó pode ser traduzido como “aquele que segura pelo calcanhar”, ou seja, desde o nascimento, Jacó demonstrou traços de sua personalidade de que era alguém dado a trapacear, enganar, tirar algum tipo de vantagem.

E quem sentiu muito na pele isso foi exatamente seu irmão Esaú, que acabou trocando sua primogenitura por um prato de lentilhas, que lhe foi oferecida por Jacó. Muitos quando leem isso, buscam apenas condenar a Esaú pelo seu imediatismo, mas, pergunto: É eticamente aceitável eu ver um irmão meu passando fome extrema e eu usar desta condição para conseguir vantagens econômicas?

Obviamente não, mas é isso que se viu no caso em Jacó, que posteriormente ainda logrou êxito em enganar seu pai, Isaque, que já se encontrava em idade avançada e com a visão debilitada, passando-se como se fosse Esaú, para obter as bênçãos que deveriam ser ministradas a Esaú e acabaram sendo ministradas a Jacó.

Em face disso, Esaú e Jacó se separaram e habitaram em terras diferentes. Porém, em determinado momento, Jacó deu um passo de fé ao querer buscar se reconciliar com seu irmão. Digo um passo de fé, pois Jacó estava extremamente com medo de ao se achegar às terras de Esaú, este querer vingar-se do que sofrera no passado. O receio de Jacó fica bem claro em Gênesis 33, onde diz que Jacó foi a Esaú acompanhado de rebanhos para buscar apaziguar o irmão.

Mas, é aí, quando nos propomos a buscar nos reconciliar com nosso próximo, que maravilhas podem acontecer. O versículo 4 do mencionado capítulo diz que Esaú correu ao encontro de Jacó e abraçou-se ao seu pescoço, o beijou, e ambos choraram juntos. Aquela estranheza que havia entre eles se dissipou, as barreiras foram quebradas no interior daqueles dois homens.

Eu não sei quanto tempo aqueles irmãos ficaram sem se falar, sem um sentir a presença, o calor do outro, mas, questiono para você que leu esse artigo até aqui: Você tem alguém na sua vida que se encontra rompido com você? Será que o seu orgulho torna você incapaz de buscar uma aproximação, até porque reconciliar para muitos é “dar o braço a torcer”, mostrar-se fraco? Será que a sua justiça própria impede que Deus possa reescrever uma nova história?

Assim, o meu desejo é que possamos estar nos reconciliando com aqueles que ferimos ou liberando o perdão se fomos vítimas. E perdão não é esquecer do ocorrido, mas, tirar aquele fardo pesado que torna a vida tão pesada, que tira os brilhos dos nossos olhos.

Sorria e abraça os seus enquanto estão aqui, pois, como uma música que estava ouvindo este final de semana, a vida é uma espécie de trem-bala e a gente é só passageiro (peregrino) prestes a partir. Que Deus possa, através de nossa atitude, do nosso propósito em mudar, reescrever nossas histórias, para que de usurpadores como Jacó, possamos virar Israel, um novo homem, como ocorreu com este terceiro patriarca, tema deste meu artigo. Amém.



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