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Rádio Gaúcha tenta romantizar assalto em Criciúma e perde patrocinadores

David Coimbra e Kelly Matos elogiam ação “respeitosa” do grupo criminoso.

Michael Caceres

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Populares deixados na rua seminus
Populares deixados na rua seminus (Foto: Reprodução/Twitter)

Em um episódio do programa Timeline, da rádio Gaúcha, os apresentadores David Coimbra e Kelly Matos decidiram fazer uma série de comentários romantizando o assalto a um banco de Criciúma (SC), que levou pânico para a população, resultando na perda de patrocínios.

Os comentários enaltecendo os bandidos e apontando a ação como “respeitosa” acabaram recebendo muitas críticas nas redes sociais. A dupla chega a classificar os bandidos como “bons assaltantes”, já que teriam, segundo os comentaristas, agido sem desrespeitar a população.

Empresas que patrocinavam o programa, entre elas a Biscoitos Zezé e a Vinícola Salton, liberaram notas de repúdio contra os comentários feitos. Nas redes sociais, as marcas repudiaram os comentários dos apresentadores, salientando valores defendidos.

“Não há contexto possível para tais comentários, no mínimo desrespeitosos e debochados. […] Nossa solidariedade e carinho à cidade de Criciúma e em especial aos familiares e amigos do policial ferido”, escreveu a Zezé.

A Salton escreveu que “valoriza a família, a tradição e as comunidades em que está inserida”, apontando que os comentários “não condizem com os valores que a empresa defende”.

Comentários

O programa da última quarta-feira, dia 2 de novembro, tem início com David e Kelly falando sobre o assalto em Criciúma.

“Estavam contando ontem que eles [os criminosos] chegaram em um dos funcionários do banco e perguntaram: ‘Quanto tu ganha?’. Aí o cara disse, sei lá, dois mil, três mil reais. E eles falaram: ‘Tá vendo só? É por isso que estamos assaltando. Não estamos tirando dinheiro de ninguém, é dinheiro do banco'”, apontou David.

Ele continuou afirmando que havia “uma filosofia” na ação dos assaltantes. “É verdade que teve um policial que levou tiro, um vigilante também, mas se não tivesse intervenção, tudo teria decorrido numa boa. […] São bons assaltantes. Dão uns tiros, é verdade, têm bombas. Mas fazem aquilo só para pegar o banco, a instituição, entendeu?”, questionou.

Kelly chega a citar a fala de do filme “Assalto ao Banco Central”, dizendo: Tem um personagem que diz assim: ‘Crime não é roubar o banco, é fundar o banco'”.

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