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Internacional

Quase 40.000 judeus russos se mudaram para Israel desde 2015

O número é semelhante ao que foi registrado entre os anos de 2004 e 2014

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Nova Sinagoga de Koenigsberg na Rússia. (Foto: Cnaan Liphshiz)

A sensação de que a Rússia está se tornando cada vez mais iliberal está ajudando a impulsionar uma onda de emigração de judeus para Israel nos últimos quatro anos. Desde 2015, quase 40.000 deles chegaram a Israel.

Para que você entenda o quanto esse número é alto, em toda a década anterior a 2015 foram 36.784 judeus russos que foram morar em Israel, segundo informações da Agência Telegráfica Judaica (JTA – singla em inglês).

Entre as causas da imigração estão os problemas econômicos e o aumento da criminalidade. Mas muitos observadores entendem que a principal razão para que judeus russos deixem a Rússia é por conta do presidente Vladimir Putin que estaria restringindo as liberdades pessoais, sendo chamado por alguns de “Putin aliá”.

Em 2014, ano em que a Rússia invadiu e anexou a Crimeia, a imigração russa anual para Israel ultrapassou a marca de 4.500 pela primeira vez em uma década.

Em 2018, o número de chegadas chegou a 10.000, e provavelmente chegará a 15.000 este ano, segundo projeções do governo israelense.

Além do sentimento geral de insegurança compartilhado por muitos liberais russos, os judeus russos estão começando a ver sinais de que estão novamente sendo destacados de maneira significativa como uma minoria etno-religiosa.

O número de incidentes anti-semitas estão aumentando em gravidade, em agosto deste ano, nacionalistas invadiram uma sinagoga em Krasnodar, perto do Mar Negro, para realizar uma “busca” ilegal por evidências do que eles disseram ser uma conspiração terrorista.

O grupo roubou documentos, disseram congregantes locais, e a polícia não interveio.

A JTA citou alguns casos de judeus perseguidos na Rússia, como de um professor judeu em uma área rural que em 2013 teve seu julgamento corrompido por alegações de que o juiz e o promotor recorreram ao anti-semitismo para desacreditar o acusado.

Em 2015, os promotores russos confiscaram livros de uma escola judaica afiliada ao movimento hassídico Chabad em Ecaterimburgo, após reclamações de que seus alunos estavam sendo ensinados a odiar não-judeus.

Em 2017, um tribunal de Sochi colocou na lista negra um livro de um rabino do século 19 sobre a luta dos judeus para resistir à conversão forçada ao cristianismo.

Esses e vários outros casos serviriam de razões para que os judeus russos buscassem retornar para Israel e os números são cada vez maior.

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