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Internacional

Punks interrompem missa e pedem para que “Virgem Maria” expulse o presidente da Rússia

Cantoras do grupo Pussy Riot foram presas

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Duas integrantes do grupo ‘punk feminista’ Pussy Riot, Maria Alyokhina e Nadezhda Tolokonnikova, foram presas após uma manifestação em uma igreja ortodoxa russa no final de fevereiro.

As jovens, usando roupas coloridas e máscaras de pano, subiram no altar da Catedral Cristo, o Salvador, em Moscou e, com ajuda de megafones, cantaram uma música criticando o premier russo reeleito, Vladimir Putin.

A performance intitulada “Virgem Maria, expulsa o Putin”, resultou na detenção de duas integrantes dentre as cinco que participaram da “oração punk”. Atualmente elas estão no centro de detenção preventiva, onde devem ficar até o dia 24 de abril.

Elas podem ser condenadas a sete anos de prisão por “hooliganismo” e “incitação ao ódio religioso”. Como forma de protesto, elas dizem estar em greve de fome. Alegando inocência e explicando que não têm nenhuma relação com fins religiosos, seu protesto era uma forma bem humorada de contestar a reeleição de Valdimir Putin.

Tolokonnikova é casada com Petr Verzilov, um dos fundadores do grupo de ativismo urbano Voina [guerra], conhecido por seus protestos impactantes.

Até agora, a juíza que cuida do caso não aceitou liberar as ativistas sob fiança. Citando uma  frase de Jesus Cristo na cruz, Vladimir Lukin, conhecido defensor de direitos humanos da Rússia, pediu que elas fossem soltas em 8 de março, Dia da Mulher. “Perdoe, elas não sabem o que fazem”, disse Lukin. Nessa data, vários jovens tentaram entrar na catedral para “rezar” por elas, mas não tiveram permissão.

Imediatamente após a detenção, uma campanha foi iniciada na Internet para recolher assinaturas apelando ao Patriarca Kirill, líder da Igreja Ortodoxa Russa, que peça a libertação das cantoras. Hoje (12/03) um abaixo-assinado com 5739 assinaturas foi entregue a representantes da Igreja Ortodoxa.

Vladimir Vigilianski, chefe do serviço de imprensa do patriarca, afirmou não entender a iniciativa. “Sinceramente, não sei porque forçam nosso patriarca Kiril para infringir a separação entre Igreja e Estado”.

O porta-voz da Igreja, Vsevolod Chaplin emitiu uma nota, dizendo que não concorda com a prisão, mas acrescentou que Deus muitas vezes “escolhe diferentes testes de fé, incluindo a prisão”.

Segundo o jornal inglês The Guardian, um comunicado da Igreja Ortodoxa Russa teria classificado a Pussy Riot como “pecadoras”, e chamou sua apresentação no meio de uma missa “grosseira, arrogante e agressiva”, desafiando os cristãos presentes.

Quando o caso chegou até o primeiro-ministro Putin, ele teria reagido negativamente, segundo explicou Dmitri Peskov, seu secretário de imprensa. Limitou-se a dizer: “Caso elas tenham violado a lei, apresento minhas desculpas aos sacerdotes e aos fiéis”.

Assista a invasão:

Traduzido e adaptado de Guardian e Ruvr

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