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Política

“PT tinha um diálogo com nós cabuloso”, diz tesoureiro do PCC

Em gravações interceptadas pela Polícia Federal, criminosos reclamam de atuação de Moro.

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Tesoureiro do PCC. (Foto: Reprodução / Rede Record)

O Jornal da Record revelou nesta quinta-feira (8) diálogos envolvendo membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), no qual envolvem o Partido dos Trabalhadores (PT).

No diálogo obtido através de uma investigação do Ministério Público Federal do Paraná, um tesoureiro da facção, Alexsandro Roberto Pereira, conhecido como Elias, reclama das ações do atual governo.

“A gente sabe que esse governo que veio irmão, esse governo aí ô, os cara começou o mandato agora, irmão, agora que eles começaram o mandato, os caras têm quatro ano aí pela frente, irmão”, reclama o criminoso.

Ele segue o diálogo reclamando que o governo Bolsonaro já começou o governo combatendo a facção criminosa, fazendo referência a transferência de criminosos para presídios federais.

“Os caras tão no começo do mandato dos cara, você acha que os cara já começou o mandato mexendo com nois irmão. Já mexendo diretamente com a cúpula, irmão. O… o… quem tá na linha de frente. Então, se os cara começou mexendo com quem estava na linha de frente, os caras já entrou falando o quê?”, questiona.

Em outro trecho do diálogo, o tesoureiro do PCC reclama da atuação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmando que com ele “não tem diálogo”.

“Com nois já não tem diálogo, não, mano. Se vocês estava tendo diálogo com outros, que tava na frente, com nois já não vai ter diálogo, não”, proferindo alguns palavrões contra Moro e afirmando que “ele veio pra atrasar”.

Durante a conversa, enquanto criticava o governo de Jair Bolsonaro, o criminoso afirma que a facção dialogava com o PT, sugerindo uma cooperação do partido.

“Ele começou a atrasar quando foi pra cima do PT. Pra você ver, o PT com nois tinha diálogo. O PT tinha diálogo com nois cabuloso, mano, porque… situação que nem dá pra nois ficar conversado a caminhada aqui pelo telefone, mano. Mas o PT, ele tinha uma linha de diálogo com nois cabulosa, mano”, disse.

Assista a reportagem da Record e ouça o áudio:

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