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Sociedade

PT, PSOL e PCdoB pedem ao MP que investigue Damares

Pedido aconteceu após reportagem da Época sobre a filha adotiva da ministra, a indígena Lulu

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Damares Alves
Damares Alves. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Políticos da oposição pedem ao Ministério Público Federal que investigue a ministra Damares Alves por conta da adoção da indígena Lulu Kamayurá.

Segundo reportagem da revista Época, a criança foi levada de sua tribo “para tratar os dentes” e não retornou mais para os Kamayurá, vivendo com Damares em Brasília.

A ministra garante que sua família pediu a ela cuidasse da menina e que Lulu mantém contato com seus pais, irmãos e tios que a visitam com frequência.

A avó paterna, que deu depoimento para a revista, diz que toda a tribo pede pelo retorno de Lulu. A reportagem, leva o leitor a entender que Damares sequestrou a criança.

Neste entendimento, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) declarou que o Ministério Público deve abrir um inquérito civil público e um inquérito policial. “Os indícios são fortíssimos de violação de direitos”.

Jandira ainda pede que a própria ministra venha a público esclarecer a história. “Houve uma violação do Estatuto da Criança e do Adolescente e do Estatuto do Índio”, completa.

O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) questiona a falta do pedido de adoção formal da criança por parte de Damares, lembrando que no Brasil o processo é criterioso, principalmente em casos de crianças indígenas. “Então isso revela uma violência muito elevada, porque não se respeitaram os costumes, as tradições, tanto que não há a concordância com a tribo de origem”, disse ele à Epoca.

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) também comentou. “Há a lógica de alguns setores evangélicos de retirar as crianças das suas comunidades. Já sabia que ela adotou uma criança indígena, mas agora está parecendo mais um sequestro do que propriamente uma adoção”, disse ele.

Damares fala em assassinato de reputação

No Twitter, Damares se pronunciou sobre as acusações que vem sofrendo dizendo que se trata de uma tentativa de assassinato de reputação causada pelas mudanças que ela pretende fazer na pasta que assumiu.

“A tentativa de assassinato de reputação que estou sofrendo tem uma origem: a de que essa ministra NÃO VAI se omitir diante de qualquer suspeita de corrupção! Agradeço o apoio de todos e seguimos firmes e fortes construindo um Brasil melhor”, escreveu.

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