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Opinião

Protesto pela educação que não diferencia corte de contingenciamento

A mesma esquerda que deixou uma herança maldita não quer pagá-la

Maycson Rodrigues

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Manifestação "pela educação". (Foto: Reprodução / Twitter - @AntunnesDavi)

Ontem foi um dia “histórico”… para alguns. O Brasil não está unido contra um presidente que foi eleito com 57 MILHÕES de votos. O Brasil continua dividido entre cidadãos comuns e militantes chatos. A situação é simples: para alguns, as eleições ainda não acabaram.

Falam em cortes na educação, mas o que o Poder Executivo faz é bloquear o dinheiro considerando o cenário econômico que se apresenta no ano – a despeito da previsão orçamentária que foi votada e aprovada pelo Congresso no ano anterior.

Sabe quem promoveu um bloqueio bilionário na educação? A senhora impedida Dilma Rousseff. Foram 10 BILHÕES de reais bloqueados.

Você viu alguma manifestação ou greve pela educação como foi a de ontem? Pois é.

Alguém diria: “ah, não seja leviano. Ela foi quem mais investiu na educação em toda a história. O bloqueio foi após muitos aumentos nos investimentos em educação”. Minha resposta é simples: “você acredita nisso porque é gado tanto quanto aqueles que você acusa de ser gado. Se alguém aumenta o gasto para além do que pode, certamente a conta vem um dia. Aí, o resultado é o maior bloqueio orçamentário na educação de toda a década.”

Vamos falar um pouco mais sobre? E olha que essa palavra (contingenciamento) não começou a ser utilizada neste ano.

Lembra do Lula, aquele presidente que apareceu em diversos cartazes nas manifestações de ontem (#LulaLivre)? Então. Em 2010, Lula teve que fazer este contingenciamento no valor de pouco mais de 2 BILHÕES de reais. À época, o ex-presidente e agora presidiário disse:

“Obviamente que os ministros sabem perfeitamente bem que, quando você faz o orçamento, a proposta do orçamento é aprovada na Câmara e ela está subordinada tanto ao crescimento + arrecadação, ou ao decréscimo da arrecadação. Nós trabalhamos com a possibilidade de que vai melhorar a arrecadação e, melhorando a arrecadação, a gente vai repor a possibilidade dos ministérios gastarem todo o dinheiro que foi disponibilizado.”

Resumindo a fala do petista: “estamos cortando verba para todos os ministérios, incluindo o da educação. Se o Brasil crescer, a gente repõe e garante que voltem a gastar o que era previsto.”

Fica evidente que é o mesmo cenário do ano atual. Agora, porque o governo não é fechado com movimentos sociais e sindicalistas que odeiam bater um currículo, nem com a militância universitária como a UNE que só quer dinheiro público para não ter de preencher a Carteira AZUL, o que a gente teve de assistir ontem foi um episódio patético e completamente digno de risos.

O Brasil não vai bem financeiramente. O país precisa aprovar a Nova Previdência para que a economia não quebre de vez. Estamos num momento de caos econômico e político, onde até pastores desocupados estão inflamando os jovens contra um governo que não chegou a seis meses no poder.

Ao invés de conclamar a juventude da igreja para orar e buscar até mesmo conhecer mais sobre política para ler corretamente os dados da realidade e aí, tão somente aí fazer as devidas críticas, contrapontos, cobranças e até denúncias ou protestos, esses militantes de esquerda infiltrados na Instituição “Igreja” somente querem fazer valer o seu espírito egoísta, incrédulo, ressentido e covarde, pois quem se diz cristão e fala mais de política do que do evangelho certamente deve sofrer de apatia espiritual.

Não sou contra oposição política nem greve ou manifestações democráticas. Não sou favorável que apenas prevaleça um pensamento nos ambientes da liberdade de expressão, como a Câmara ou a sala de aula. Sou a favor de que tão somente saibamos o que estamos fazendo e não sejamos massa de manobra de ativista político ou de reitor que perdeu privilégios porque governos anteriores tinham suas ideologias garantidas nas grades curriculares da universidade, o que lhes favorecia e muito para doutrinar jovens e torná-los novos soldados irrefletidos úteis.

O óbvio precisa ser enfatizado. É preciso cortar gastos sim, reduzir impostos, remodelar o Ensino desde a base até a universidade, falar com o povo de forma direta sem o filtro da Grande Mídia e frear o avanço da criminalidade abatendo os bandidos que nos colocam em risco todos os dias.

A maioria das pessoas que estavam nas ruas ontem mal sabe a diferença entre despesa pública obrigatória e despesa discricionária. Não fazem ideia de que o corte foi de 3,5% do volume total para educação e 30% dos 12% que são justamente as despesas discricionárias.

Só que é muito mais legal reproduzir o discurso daqueles que perderam as eleições e que sonham com o “quanto pior, melhor” – considerando que assim vencerão a batalha política.

Precisamos despertar espiritual e politicamente e atentarmos aos fatos. Oremos pelo Brasil, para que sejamos livres dos monstros do pântano da república – sejam de esquerda ou de direita – que querem ver apenas o povo sofrer e capitalizar politicamente com isso.

Casado com Ana Talita, seminarista e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, serve no ministério dos adolescentes e dos homens da Betânia Igreja Batista (Sulacap - RJ) e no ministério paraeclesiástico chamado Entre Jovens. Em 2016, publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.

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