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Política

Propinas a grupo de Temer somam R$ 1,8 bilhão, diz MPF

Além do ex-presidente, também foi preso o ex-ministro Moreira Franco e mais oito pessoas.

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MPF
Sérgio Pinel. (Foto: Reprodução / TV Globo)

Durante a coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (21), o procurador da República Eduardo El Hage deu detalhes sobre a operação da força-tarefa que conseguiu prender o ex-presidente Michel Temer e o ex-ministro de Minas e Energia Moreira Franco.

Segundo o procurador, o grupo criminoso chefiado por Temer teria recebido (entre promessas ou desvios confirmados) mais de R$ 1,8 bilhão em propina.

“Essa foi a soma de valores que a organização criminosa teria desviado. (…) Esse valor é firmado e colocado na peça para mostrar o quão perigosa é a organização criminosa”, explicou.

Os valores teriam passados pela Eletronuclear, Petrobras, Ministério da Educação, Furnas, Caixa Econômica Federal, Usina EPE da J&F, Ministério da Agricultura, entre outros.

A procuradora da República Fabiana Schneider, que também integra a força-tarefa da Lava Jato no Rio, falou sobre um dos crimes detectados na investigação, dizendo que há quase 40 anos este grupo estaria atuando para desviar verbas públicas.

“O que foi verificado é que o coronel Lima, desde a década de 1980, já atua na Argeplan. É possível ver o crescimento da empresa a partir da atuação de Michel Temer. (…) Existe uma planilha que demonstra que promessas de pagamentos foram feitas ao longo de 20 anos para a sigla MT – ou seja, Michel Temer”, explicou.

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