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Estudos Bíblicos

Proibir o ensino do criacionismo nas escolas é uma fraude histórica

O medo da disputa é tão grande que é preciso excluir o oponente com antecedência?

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Imagino o assunto surgindo naqueles jantares chiques de intelectuais progressistas.

Apoia-se a liberação da maconha, o aborto, a transexualidade e o cometimento de crimes em nome da justiça social.

Conversa vai, conversa vem, o tópico criacionismo x evolucionismo acaba citado. Em jantares chiques o tema não é faccioso. O estado é laico. Deus está morto. O máximo que se aceita para os mais ponderados é um budismo de boca, ou um estudozinho mequetrefe da cabala.

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Cabala é chique.

Discursarão ser inimaginável, em pleno século XXI, que os “fundamentalistas” queiram impor sua “mitologia” dando a ela status de ciência. Os darwinistas que nunca leram Darwin, e endeusam Dawkins sem saber sequer o título de um dos seus livros, recitarão entusiasticamente: A-B-SUR-DO.

Pois bem, saiamos do jantar chique e entremos no mérito.

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Demarcarei o território argumentativo com alguns pontos principais:

Não. Não defendo que escolas públicas façam proselitismo de uma religião.

Sim, defendo o papel enobrecedor da religião (no caso em questão, o cristianismo) como molde civilizacional e norte moral.

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Não, não advogo que a Teoria do Projeto Inteligente substitua a Teoria da Evolução, enquanto conteúdo.

Sim, considero que apresentar somente uma das duas, lhe dando caráter definitivo, é uma fraude intelectual, histórica e científica.

Em primeiro lugar, devemos considerar que quem tem dinheiro para pagar uma escola particular, se considerar a questão basilar, pode optar por ótimos colégios voltados às duas correntes. A despeito da pesada campanha de descrédito impingida aos adeptos da teoria criacionista, há colégios religiosos do mais alto nível que a tomam como legítima e a ensinam. Por outro lado, os mais “laicos” tem opções com a mesma qualidade.

O assunto resvala então para as escolas públicas, que, estima-se, atendem 85% da demanda educacional brasileira.

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Temos, portanto, a formação intelectual de 50 milhões de estudantes sob responsabilidade das escolas públicas.

Como então, em nome do laicismo, da ciência, do racionalismo, ou do que quer que se evoque como justificativa, privaremos esses estudantes do conhecimento e da representatividade do pensamento cristão na formação do pensamento e da cultura ocidental?

O cerne da questão não é o conteúdo da crença, mas sim a honestidade intelectual. Não dar ao ensino do criacionismo o peso histórico que ele conquistou ao longo da história humana é um exercício de impostura!

Sou historiador, como já escrevi aqui em outras oportunidades, e dou aulas de história. Já trabalhei no setor público e conheço o material ofertado aos alunos.

Quando tomava em mãos uma daquelas porcarias de livros didáticos que me eram oferecidos nas escolas públicas, tinha que me esforçar para não gorfar a última refeição.

Nas raras ocasiões em que uma teoria não evolucionista é citada, é num quadro de curiosidades, como uma excentricidade curiosa da Era pré-Cristã. Oras, não é preciso uma multidão de neurônios para entender que estamos fraudando a história!

O pensamento cristão moldou a formação do Ocidente e estamos, em nome de todas essas justificativas cretinas que a esquerda inventou, desprezando seu papel histórico e cultural. Afinal, a despeito das incontáveis predições que garantiam o fim do cristianismo num futuro próximo, ele continua firme e relevante.

Eu não acho que o cristianismo tenha que ser “pregado” numa sala de aula. Isso, aliás, deporia contra ele, pois se o fosse, estou certo, seria malfeito. Nunca aprendi nada de bom sobre o cristianismo na escola, foi só porrada, e me mantenho cristão.

A questão não é defender uma supremacia de crença em detrimento de outras, mas apenas atacar uma impostura que tem sido tão disseminada a ponto de encontrar eco até em alguns conservadores. Na busca pela “isenção”, acabam replicando o que a esquerda ecoa.

E, meu caro, quando você que não é esquerdista concorda com alguma tese muito cara a esquerda, há algo errado. A esquerda evoca há anos o impedimento do ensino do cristianismo nas escolas por um motivo: Porque projeta construir uma hegemonia em que a supressão de valores historicamente ligados ao cristianismo não tenha espaço. E isso não quer dizer que pessoas que não são cristãs não tenham valores, mas sim que alguns tópicos conservadores que a Igreja não negocia, impedem a sovietização do Brasil.

A esquerda não gosta de liberdade. Não a permite. Quando assume uma posição intransigente sobre algo que não pode, sob hipótese alguma ser ensinado a crianças, é porque sabe que isto deporá contra seu projeto de poder.

Um pai que possa pagar escolhe um colégio com linha de pensamento mais indicada à sua posição filosófica, ideológica e religiosa. Aos que não tem esta opção, resta apenas o ensino público, portanto, precisam que um educador forneça aos seus alunos a base histórica e conceitual das duas teorias. Pode sim explicitar que uma pretende-se mais religiosa (embora haja parte da comunidade científica voltada a teoria do Projeto Inteligente), e que a outra pretende-se mais científica. O que não pode é abster-se de apresentar o criacionismo.

Sou criacionista e sempre ensinei o que era a Teoria da Evolução. Porém, também ensinei o contraponto. E sempre disse aos meus alunos que não estava lá na hora em que as coisas aconteceram e que as opiniões se dividiam. Que eu lhes fornecia as duas e cada um era livre para escolher a que preferisse. Será algo tão difícil?!?

A grita vem sempre da mesma direção. No mesmo tom. O ESTADO É LAICO! O ESTADO É LAICO! O ESTADO É LAICO!

Sim, mas a história da humanidade não vai se acondicionar a tais vontades, a bel-prazer dos insatisfeitos.

Não há chilique em prol de laicidade que retire do pensamento judaico-cristão seu papel de viga mestra da moral e da ética ocidental. E os colegas historiadores que se recusam a este reconhecimento não passam de fraudes.

Nem discuto mais com aqueles que, babando, atestam que o cristianismo se resumiu à Inquisição e às Cruzadas. Se eu começasse a listar neste momento os benefícios e herdades que a sociedade judaico cristã legou à Sociedade Ocidental, precisaria de uns quatrocentos anos para terminar.

Quando alguém te disser: “O cristianismo tem em sua conta a Inquisição e as Cruzadas. E o que fez de bom?”, responda, com um sorriso cínico de complacência:

“Todo o resto.”

Conheço ateus que colocaram os filhos em escolas católicas, porque consideraram que o senso de disciplina e o código moral do cristianismo eram a melhor opção de formação de caráter.

Professores e intelectuais da academia, não tenham medo de dividir o ensino evolucionista com o criacionista. Se a Teoria da Evolução for verdadeira, saberá se defender por si mesma.

Ou o medo da disputa é tão grande que é preciso excluir o oponente com antecedência?

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