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Internacional

Professor em universidade no Cairo foi demitido por não favorecer o islã

Filho de doador teria exigido que ele incentivasse os alunos não-muçulmanos a se converterem

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Adam Duker. (Foto: Reprodução / Youtube)

O professor de religião e história da Universidade Americana do Cairo (AUC), Adam Duker, declarou que foi demitido por não favorecer o islã em suas aulas.

Segundo ele, o filho bilionário saudita de Taher, Tarek Taher, doador da UAC encorajou estudantes não muçulmanos a se converterem ao islamismo. O professor teria se recusado a favorecer a religião em suas aulas, colocando-a sobre o cristianismo e judaísmo.

O jovem também teria sugerido ao professor para que não ensinasse sobre budismo, hinduísmo e outras religiões. Antes de ser demitido, Duker diz que foi chamado com a palavra K, um termo depreciativo dirigido aos judeus.

Ele também declarou que foi alvo de três investigações por “suposta má conduta na faculdade”, teve seu ensino censurado, perdeu fundos e foi cercado por seguranças armados durante uma viagem de campo a uma sinagoga.

“O sentimento anti-semitismo e anti-cristão que enfrentei é decepcionante”, disse o professor em entrevista à Fox News no mês de julho.

“Nenhum professor deve ser capturado por homens armados durante uma visita de campo a uma sinagoga. Nenhum professor deve ser chamado de ‘k-e’ pelo pessoal da universidade”, continuou.

Duker foi contratado em 2016 quando escolheu “construir o único programa de religiões comparativas não-sectárias no mundo islâmico”. Mas teve o título foi revogado em 2017 porque “se recusou a converter pessoas para o Islã”.

Em maio deste ano, Duker resolveu renunciar e deixar o Egito, temendo por sua segurança e pela segurança de sua família. A Fundação para os Direitos Individuais na Educação (FIRE), emitiu uma nota exigindo que a universidade deveria “reformar suas práticas e reafirmar publicamente a sua comunidade que não vai mais comprometer os direitos do corpo docente”.

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