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Internacional

Primeiro-ministro inglês diz que a sociedade precisa ter mais fé

Igrejas são as principais parceiras de projeto de David Cameron

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O Reino Unido está cada vez mais secularizado. É o berço de líderes do chamado novo ateísmo, como Stephen Hawkins e Sam Harris. Igrejas cristãs fecham todos os anos e o país é um dos principais destinos de imigrantes muçulmanos.

Na semana passada, durante o 70 º aniversário do Conselho de Cristãos e Judeus do Reino Unido, o primeiro-ministro David Cameron usou a oportunidade para relançar a iniciativa “Big Society” [Grande Sociedade], que visa mostrar como o Estado “é dependente de organizações religiosas”.

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A iniciativa de Cameron visa usar grupos cristãos para minimizar algumas falhas do governo atual. Não é uma ideia nova. O programa original foi lançado em 2010 pelo partido Conservador britânico, mas recebeu muitas críticas. O relançamento do projeto deixou a iniciativa nas mãos da Coligação Democrata Conservadora-Liberal.

Cameron já declarou anteriormente acreditar que Jesus Cristo é o fundador da “Big Society”, afirmação que o colocou em rota de colisão com políticos e intelectuais britânicos. A grande queixa é que sua iniciativa é religiosa e, portanto, não pode representar a totalidade dos cidadãos britânicos.

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Mesmo assim, outros políticos importantes defendem que a religião tem grande importância para a sociedade como um todo. O deputado democrata Andrew Stunell afirmou repetidas vezes que os grupos religiosos são uma parte fundamental para que a ‘Big Society’ funcione. O político Eric Pickles declarou: “Acabaram os dias em que o Estado tentava sufocar o cristianismo e as outras religiões.”

Os britânicos defensores do secularismo alegam que existem “perigos inerentes” quando o governo tenta repassar suas responsabilidades para definidos grupos religiosos. Para eles, os projetos assumidos pelas comunidades devem envolver não só representantes de todas as crenças, mas também os que são ateus. Os humanistas britânicos acreditam que tentar trabalhar com as pessoas através de uma identidade religiosa irá apenas aumentar as tensões e causar mais divisões.

Além de seu papel como primeiro-ministro, Cameron também é Ministro do Serviço Civil, e líder do Partido Conservador. Durante os vários anos que foi membro do Parlamento, tentou convencer a Grã-Bretanha que empreendimentos sociais e instituições beneficentes podem trabalhar lado a lado com o Estado para suprir diferentes necessidades da sociedade. Ele tentou fazer da “Big Society” o tema central da campanha eleitoral do ano passado, mas as sondagens mostraram que os eleitores não estavam impressionados com a ideia.

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Pode-se apontar o caso de Barbara Allison, líder de uma das 54 organizações civis da cidade de Charlbury. “Considero a ideia da ‘Big Society’ um insulto”. A senhora Allison lembra que todas elas já estão trabalhando para a comunidade, por exemplo, fornecendo refeições aos sem-teto. Acreditar que igrejas e ONGs cristãs podem fazer o mesmo tipo de serviço incomoda muitas dessas organizações. Mas Cameron sempre resumiu a ideia dessa parceria proposta pela “Big Society” com o dizer “a sociedade precisa ter mais fé”.

Traduzido de God Discussion




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