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Política

Presidente do Senado acusa governo de “trapalhada na coordenação política”

Alcolumbre se junta a Maia e Alckmin em críticas a articulação política do Planalto e a “falta de agenda”.

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Davi Alcolumbre. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Apesar da clara mensagem deixada pela última manifestação popular em apoio ao governo Bolsonaro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) criticou a articulação política do Planalto durante entrevista à GloboNews.

“O governo [Bolsonaro] comete, todos os dias, algum tipo de trapalhada na coordenação política, na gestão e na relação política. […]”, acusa.

O senador também afirmou que se a PEC da Previdência for aprovada, é por mérito dos parlamentares. Um discurso que vai na contramão do que tem exigido a população, que vem fazendo cobranças ao Congresso Nacional para dar andamento as propostas de melhorias apresentadas pelo Planalto.

“É muito desencontro ao mesmo tempo, em uma mesma semana”, ponderou.

Mas o que Alcolumbre entende por “articulação”, foi justamente tema das manifestações, que criticaram a busca dos políticos pelo modelo de “toma lá, dá cá”. O presidente do Senado foi um dos alvos de críticas da população que saiu às ruas para apoiar o governo Bolsonaro.

Recentemente, Alcolumbre, juntamente com representantes dos três poderes, assinou um pacto pela governabilidade, proposto por Bolsonaro. Neste pacto os poderes se comprometiam de evitar rusgas externas, a fim de não comprometer as reformas para retomada do crescimento do país.

Davi Alcolumbre parece ignorar essa proposta do Planalto, criticando inclusive o episódio em que Bolsonaro enviou uma carta ao Senado Federal pedindo para que a medida provisória 870, que tratava sobre a administração federal, reduzindo os ministérios de 29 para 22, fosse apreciada na Casa antes que caducasse.

“Imagina só o presidente da República ser obrigado a assinar um documento apelando ao presidente do Senado, com a assinatura do ministro da Casa Civil, do ministro da Justiça, do ministro da Economia, dizendo ‘por favor, eu peço ao Senado que aprove para não corrermos o risco de perder a reestruturação do governo'”, ressaltou Alcolumbre.

A carta, assinada por Bolsonaro e pelos ministros Sérgio Moro, Paulo Guedes (Economia) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil), ressaltava aos senadores que, caso não fosse aprovada até 3 de junho, a medida provisória iria caducar.

Ele também criticou os ataques direcionados à classe política, principalmente, por meio de redes sociais. Na avaliação do presidente do Senado, usuários de redes sociais estão criminalizando a política, “agredindo” a democracia.

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