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Opinião

Precisamos falar sobre as delações de Antônio Palocci

O show do Palocci supera em muito qualquer super matéria do Fantástico

Maycson Rodrigues

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Antônio Palocci. (Foto: Antonio Cruz / ABr)

Se você tem um amigo, é fundamental deixar claro para ele que é possível se brincar com tudo, menos quando o assunto é dinheiro. Na verdade, existem outras temáticas tão sensíveis quanto ou mais, porém faço uso desta forma coloquial para exemplificar a gravidade da ruptura relacional que ocorre quando alguém de sua confiança rouba o seu dinheiro que não caiu de nenhuma árvore.

Assim foi a relação de muitos brasileiros com o Partido dos Trabalhadores. Criou-se no imaginário popular a ideia de que um partido político salvaria a nação das desigualdades sociais e de toda traquinagem por parte daqueles que frequentavam os corredores de Brasília – só que a coisa não se configurou desta forma. O brasileiro apostou muitas fichas numa quadrilha disfarçada de partido político e pagou caro por isso. Literalmente caro.

Para quem ainda tinha dúvidas, Lula, o maior ícone do PT, é mais do que comprovadamente corrupto.

Você desacredita na acusação e posterior condenação em todas as instâncias no caso do Triplex, mas o cenário complica demasiadamente quando tratamos do caso do Sítio de Atibaia. Nesse, até o Ciro Gomes assume que há não apenas indícios como provas contundentes de que o ex-presidente da República articulou um esquema de propina e lavagem de dinheiro que chegou a ser descarado, de tão evidente que foi.

E agora, no noticiário recente vemos um dos seus melhores amigos, Antônio Palocci, delatando e trazendo à tona muita coisa que já suspeitávamos. Definitivamente, este partido estava imerso na corrupção e num projeto luciférico de perpetuação no poder.

Muita gente reclama do governo atual – e acho que em muitas vezes com razão – mas, vendo o cenário político atual, com mensagens hackeadas ganhando ares de ‘verdade absoluta’, com o assassinato da reputação de cada ministro do governo, fora as posturas “extremamente democráticas” de alguns Ministros do STF, ainda sou grato e esperançoso.

Num novo governo petista já não teríamos Lava-Jato e ainda veríamos certamente o avanço da criminalidade e o país afundando de vez economicamente. O outro candidato foi condenado por caixa 2 e falsidade ideológica em primeira instância…

O quase silêncio total da grande imprensa, em especial a pertencente ao Grupo Globo, pode dizer muita coisa para nós. Palocci disse que uma afiliada da TV do falecido Roberto Marinho deu propina para o PT. Só que ele não disse apenas isso; as revelações do ex-ministro da fazenda petista são muito mais bombásticas e relevantes do que todo este circo de horrores com um sotaque péssimo de um americano que se chamaria por aqui de “Verdevaldo”.

O show do Palocci supera em muito qualquer super matéria do Fantástico. E queremos saber até quando estes profissionais ilibados e amantes do Estado Democrático de Direito ficarão fingindo que não vale a pena considerar uma delação que tem todo o amparo legal necessário.

Palocci tinha livre acesso ao presidente e toda a cúpula do partido. Almoçava com eles, jantava com eles, participava de todas as reuniões. Ajudou nas campanhas, trabalhou de perto e disse que o Lula é ladrão. Mas o petista do Facebook ou do Twitter, o socialista de Iphone, que não faz ideia de qual das mãos do Lula falta um dedo – como disse o brilhante Ministro da Economia Paulo Guedes –, vai para a internet e diz que ele é inocente.

É como disse Margaret Thatcher: “O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros”.

E quando se mexe com o dinheiro, não tem amizade que perdure.

Casado com Ana Talita, seminarista e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, serve no ministério dos adolescentes e dos homens da Betânia Igreja Batista (Sulacap - RJ) e no ministério paraeclesiástico chamado Entre Jovens. Em 2016, publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.

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