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Opinião

Por que as empresas estatais não devem existir

Além de roubar da população o benefício da concorrência, que tira a diversificação no preço, as estatais são mal administradas.

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O governo brasileiro, atualmente, possui 148 empresas sob sua responsabilidade. E isto revela o tamanho da presença do Estado em alguns setores da economia, tais como no petrolífero (Petrobrás) e no elétrico (Eletrobrás). Quando o Estado tem o domínio de um setor, a exemplo do elétrico, a população perde o benefício da concorrência, o que faz com que paguemos preços absurdos, fazendo esse setor influenciar acentuadamente na inflação.

Como o petróleo para quem mora na região Norte é pego na região Sudeste (e também no Estado do Amazonas), a inflação acaba sendo maior, pois quanto mais longe for o trajeto a ser feito por quem o transporta, mais caro ele irá cobrar pelo frete. Esse gasto a mais não é absorvido pelos donos de postos, que já pagam uma carga absurda de impostos (41% na gasolina, 27% no etanol, 28% no diesel S500 e 27% no diesel S10), mas é repassado ao consumador final, que, por sua vez, precisa repor esse gasto de alguma forma, provocando um efeito cobrança em cadeia.

Além de roubar da população o benefício da concorrência, que tira a diversificação no preço, as estatais são mal administradas, pois, a cada novo governo, novas pessoas assumem sua gerencia, porque elas servem de moeda de troca para quem está no executivo, que precisa se valer disso para poder ganhar apoio nas casas baixa e alta do legislativo.

Além do mais, cada um dos “testas de ferro” quem são postos dentro das estatais, no mais das vezes, fazem negociatas com o setor privado para poder conseguir arrecadar fundos (de caixa dois) para bancar as campanhas eleitorais dos “caciques” políticos que os colocaram lá.

Como as estatais não têm concorrência, no mais das vezes, presta um serviço ruim, o atendimento à população acaba sendo péssimo, pois se há um monopólio no setor, o povo não tem para onde correr. Nalguns casos, como é hoje o dos Correios –– que gera um déficit anual de cerca de R$ 2,5 bilhões ––, o governo precisa ficar bancando um negócio que está “andando para trás”.

As estatais pouco servem o povo, de fato. Elas são usadas mais em benefício de quem exerce o poder. Se assim o é, a razão de sua existência não é só ilógica, como imoral, pois se perdemos os benefícios subjetivos que elas, estando sob o domínio do setor privado, nos trariam, não temos que usufruir de seus produtos e serviços de uma maneira pouco compensadora.

Outro fator negativo que as estatais geram na economia, é a disparidade de ganhos econômicos no comparativo com o setor privado. Se os setores dominados pelas estatais estivessem nas mãos do setor privado, teríamos –– como eu já disse acima –– o benefício da concorrência. Se existem mais empresas competindo no setor, além de termos a variação nos preços, iríamos ter mais empregos –– no mínimo duas/três vezes mais.

No setor rodoviário, pelo menos aqui na região onde moro, no Estado de Rondônia, onde temos uma Rodovia Federal (BR-364), cujos cuidados e manutenção ainda dependem do governo, é vergonhoso. Já foram feitas, nos últimos 20 anos, pelo menos umas quatro obras de recuperação, o que já onerou o Estado em mais de R$ 1 bilhão, e o problema dos buracos ainda persistem.  Em virtude desses buracos, muitas pessoas já se envolveram em acidentes, hora por ter tentado desviar de algum deles e ido parar na contramão, hora por ter batido o pneu (os) (da moto ou do carro), tê-lo (os) furado, perdido a direção, morrido e/ou matado.

A presença do Estado, além de ser ilegal, do ponto de vista natural –– pois pratica espólio (você nunca assinou um termo concordando em pagar imposto) ––, é ilógica, pois faz mais mal do que bem.  Privatização, já!

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