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Opinião

Poliomielite e o “pequeno Jesus”

Um imperativo prático para uma ação

Antônio Cabrera

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Jonas Salk. (Foto: Reprodução)

“… mas o que confia no Senhor, a misericórdia o assistirá.” – Sl 32:10

Na Faculdade de meu filho (UC San Diego) está a sede da Fundação Jonas Salk. Poucas pessoas tem uma história de vida tão exuberante como a dele.

Salk foi rejeitado em quase todos os lugares onde tentou estudar, até que uma escola cristã o aceitou em um curso de medicina.

Quando se formou, a poliomielite, uma doença viral altamente infecciosa varria impiedosamente os EUA.

Nesta época, no início dos anos 1950, uma pesquisa de opinião pública mostrou que o medo da poliomielite perdia apenas para o medo de uma guerra nuclear.

Em 1949 Salk vai trabalhar na Fundação Nacional de Paralisia Infantil, uma organização estabelecida pelo presidente Roosevelt, ele próprio uma vitima da pólio.

Em um determinado dia, Salk caminha por uma ala de um dos Hospitais onde havia 323 crianças paralisadas pela doença.

Quando caminhava, as pessoas se aproximavam dele, em lágrimas, e pediam: “Por favor, Dr. Salk, salve nosso filho.”

Aquilo marcou profundamente Salk e uma tristeza nunca saiu da sua mente. A partir daquele momento, Salk dedicou sua carreira médica à pesquisa.

Todos os dias Jonas Salk orava para que ele pudesse fazer algo de bom para a humanidade. Seus irmãos o chamavam de “Pequeno Jesus”.

Salk tinha um chamado, um imperativo prático para uma ação. Aquele sofrimento estampado diante dele significava que alguma coisa tinha que ser feita para reduzir a dor humana.

Na primavera de 1953, Salk apresentou uma vacina antipólio promissora. Imediatamente os testes começaram em 1,83 milhão de crianças nos EUA, que ficaram conhecidas como as “pioneiras da pólio”.

Em 1955 todas as manchetes da primeira pagina dos jornais noticiavam a vitória sobre a pólio.

No livro Polio: An American Story, é relatado que o sucesso da vacina provocou uma enorme celebração pública.

“Os sinos da igreja tocaram, os apitos da fábrica explodiram. Pessoas correram para as ruas chorando abertamente.
Muitos observaram um momento de silêncio nas escolas e nos locais de trabalho.
Outros se reuniram em lugares de culto para orar em agradecimento.”

A partir daí, as vacinas tornaram-se parte natural dos cuidados pediátricos.

Aos quarenta anos, Jonas Salk tornou-se o cientista mais querido da América. Ele foi provavelmente o cientista mais amado que o mundo já viu.

Desde 1988, mais de 2,5 bilhões de crianças foram imunizadas e a incidência de infecções por poliomielite caiu mais de 99,99%.

Ou seja, elas caíram de 350.000 casos anuais, para apenas 22 novos casos em 3 países em 2017. O trabalho de Salk salvou centenas de milhões de pessoas.

Graças à sua vacina, uma doença que atormenta a humanidade desde o Egito faraônico foi quase completamente erradicada.

Hoje, chegou o dia em que uma criança pode perguntar na escola: “O que foi a pólio?”.

E eu não posso imaginar um tributo maior ao Dr. Jonas Salk do que essa pergunta inocente.

Ex-ministro da Agricultura, veterinário e empresário.

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