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Sociedade

Perícia confirma que pistola encontrada na casa de Flordelis foi usada na morte de pastor

Perícia confirmou o que havia sido constatado pela delegacia que investiga o caso.

Michael Caceres

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Anderson do Carmo e Flordelis. (Foto: Reprodução)

A perícia confirmou que a pistola encontrada na casa da deputada e cantora Floresdelis foi usada no assassinato do pastor Anderson do Carmo. O laudo foi feito pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), confirmando o que havia sido constatado pela perícia preliminar feita na Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), que já apontava que a arma havia sido usada no crime.

Segundo informou a Polícia Civil, a pistola foi encontrada dois dias depois do crime, no quarto de Flávio dos Santos Rodrigues, filho biológico de Flordelis. Ele está preso por envolvimento na morte de Anderson, e já teria assumido ter sido o autor de seis disparos contra o pastor, mas a perícia afirma que houve 30 perfurações na vítima.

Lucas Cézar dos Santos Souza, filho adotivo da deputada e de Anderson, também está preso por participação no crime, pois teria sido encarregado de adquirir a arma usada para matar o pastor. Eles estão presos e aguardam a conclusão das investigações.

Como a deputada tornou-se suspeita, a Polícia Civil aguarda desde o dia 28 do mês passado a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a competência para investigar a parlamentar. A assessoria de Recursos Constitucionais do Ministério Público do estado do Rio encaminhou pedido para que o Supremo se posicione sobre o caso.

Segundo o jornal Extra, o MP também encaminhou cópia do inquérito ao STF, que decidirá se o próprio tribunal conduzirá a investigação ou se a mesma poderá prosseguir com a Polícia Civil do Rio. Há prerrogativa da corte para que o foro por prerrogativa de função de deputados federais e senadores só seja válido em crimes cometidos no exercício do cargo e em razão das funções a ele relacionadas.

No entanto, o ministro Celso de Mello fez comentário afirmando que estaria sendo “usurpada a competência penal originária do Supremo Tribunal Federal” se a investigação transcorrer fora da Corte. “Cabe ao Supremo Tribunal Federal, que em regra é o juiz natural dos congressistas, nos ilícitos penais, dizer se afinal há ou não há conexão daquele delito com a função congressual. E, em não havendo, é claro, determinar-se-á o deslocamento, a declinação da competência para o juízo de primeiro grau”, afirmou Celso de Mello.

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