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Pérgamo: A igreja mundana

Os cristãos da Igreja de Pérgamo se encontravam numa situação difícil.

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Uma igreja antiga
Uma igreja antiga (Foto: Reprodução/Unsplash)

A cidade de Pérgamo era a capital da Ásia nos tempos bíblicos do Novo Testamento sob o domínio do Império Romano. Então como capital da província romana da Ásia, Pérgamo era, sem dúvida, uma cidade importante.

A cidade de Pérgamo ficava localizada sobre uma montanha de rocha com cerca de 300 metros de altitude. Aos pés da cidade ficava o grande vale fértil do rio Caico. Pérgamo estava ao norte de Éfeso, e ficava a cerca de 30 quilômetros do mar Egeu, e pouco mais de 100 quilômetros da cidade de Esmirna.

Embora não tivesse um grande porto marítimo, embarcações pequenas alcançavam a cidade através da navegação pelo rio Caico. Por via terrestre, a cidade de Pérgamo era de fácil acesso.

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A cidade ficava sobre a grande estrada que ia da cidade de Éfeso até Cízico, uma cidade da Mísia. Atualmente, na região da antiga Pérgamo está a moderna cidade de Bergama, na Turquia, que recebe muitos visitantes interessados nas ruínas da antiga cidade.

No século 1 d.C. Pérgamo já era uma cidade antiga. Inclusive, antes de ser dominada pelos romanos, Pérgamo foi durante séculos uma cidade helenística proeminente.

A proeminência da cidade de Pérgamo começou por volta do século 3 a.C., ainda na dinastia dos Átalos. Foi nesse tempo que a cidade veio a se tornar a capital de um reino helenístico de importância considerável.

Em 133 a.C., por ocasião da morte de Átalo III, Pérgamo se tornou província da Ásia e antes dos tempos romanos, os governantes de Pérgamo detinham o poder necessário para expandir seu controle da riqueza natural da cidade-estado, que lhes fora concedido livremente como patronos das artes, fazendo da cidade de Pérgamo uma das melhores e mais bonitas cidades gregas.

Pérgamo era uma cidade que contava com construções importantes em seu tempo, reunindo edifícios públicos imponentes. Na economia, sua posição privilegiada sobre o vale do rio Caico conferia à cidade de Pérgamo uma posição de fortaleza que dominava sob a zona rural daquela região.

A cidade foi um centro cultural greco-romano de referência. O nome “Pérgamo” faz referência à indústria de um pergaminho antigo que era preparado de peles de animais na cidade. Além de esse tipo de pergaminho ser utilizado pelo povo da cidade para escrever, ele também era negociado. Inclusive, na cidade havia uma biblioteca que chegou a acumular aproximadamente duzentos mil rolos.

Nos tempos bíblicos do Novo Testamento, Pérgamo era cidade grande, com aproximadamente cento e cinqüenta mil habitantes. A cidade também era famosa por sua escola de escultura e por ser um centro religioso importante. Na cidade havia muitos templos e altares pagãos. Em Pérgamo havia templos para Zeus, Atena Nicéfora, Dionísio Catégemo e Asclépio.

O grande altar de Zeus era o monumento religioso mais imponente da cidade, com mais de doze metros de altura. Esse altar ficou conhecido como o “Altar de Pérgamo”, e atualmente pode ser visto reconstruído no Museu de Pérgamo em Berlim. O altar de Asclépio também atraía muita gente, pois ele era cultuado como o deus da cura. Inclusive, seu símbolo era a serpente, que até hoje estampa os emblemas da medicina.

Quando os romanos passaram a controlar Pérgamo, também foram construídos altares dedicados aos imperadores romanos. Por isso Pérgamo era um centro da religião de Roma onde o culto ao imperador era praticado com freqüentes ofertas sendo trazidas à imagem de César. O procônsul romano da cidade também tinha total autoridade para aplicar a pena capital entre os cidadãos.

Provavelmente, a Igreja de Pérgamo também foi fundada pelo apóstolo Paulo em sua terceira viagem missionária na região da Ásia, mas devido sua morte, o apóstolo João também a assumiu, colocando seu discípulo Antifas como o pastor responsável por aquela comunidade!

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Os cristãos da Igreja de Pérgamo se encontravam numa situação difícil. Por todos os lados, os vizinhos praticavam idolatria e davam honra aos governantes romanos. Eram cristãos que amavam a Jesus, mas devido a estarem rodeados por ídolos, templos pagãos e forte perseguição do imperador e de seus simpatizantes, acabaram por tolerar certas práticas pecaminosas na comunidade e não condenar mais ações erradas dos governantes e da população em geral, certamente para que fossem aprovados pelos homens e diminuísse a perseguição sobre eles.

Jesus elogia a Igreja de Pérgamo por manter a fé nEle e não aceitar se render a nenhum outro senhor além dEle. Essa postura de fé em Cristo e a obediência a ele era tão louvável, que inclusive o pastor Antifas, ao não aceitar se prostrar em adoração ao imperador romano, acabou sendo lançado em uma fogueira onde foi morto, fazendo parte da lista dos mártires cristãos mais famosos da história eclesiástica.

Mesmo com a morte de seu pastor, tal igreja continuou firme e forte na fé em Jesus e se mostrou perseverante em seguir a Deus e confiar em sua salvação, porém, toda sua fé, coragem e ousadia, não tirava o fato que eles estavam em dívida com o salvador no que dizia respeito à santidade, pureza e relacionamentos pessoais.

Devido a suas tolerâncias de práticas erradas, para não perder a aprovação das pessoas e diminuir sobre eles as perseguições, a Igreja de Pérgamo se tornou a legítima igreja mundana, pois, ao invés de influenciar o mundo, estava se deixando influenciar por ele. Ao invés de combater com veemência os pecados da cidade, faziam pouco caso e vistas grossas para os atrair mais facilmente e não serem atacados por eles.

A Igreja de Pérgamo foi condenada por Jesus por ter essa postura de amizade com o mundo, pois, assim como o povo de Israel se deixou levar pelos ensinamentos do falso profeta Balaão, que fez com que eles se relacionassem com mulheres de outros povos e adorassem a seus ídolos, os cristãos de Pérgamo estavam se tornando ecumênicos, ou seja, aceitavam todas as religiões e não falavam nada contra suas idolatrias e pecados, chegando ao ponto de muitos deles se casarem com pessoas de outras religiões e se rendendo em adoração tanto a Jesus como aos ídolos de seus cônjuges.

Jesus também os condenou por seguirem os ensinos dos Nicolaítas, que como já vimos no estudo da Igreja de Éfeso que não se rendeu a essa influência, era um ensino de um falso profeta chamado Nicolau que afirmava que não era pecado fazer sexo antes do casamento e nem possuir mais de uma mulher como esposa! Infelizmente, a Igreja de Pérgamo, que era tão cheia de fé, coragem e manifestação de poder espiritual, estava se deixando levar pela tolerância e pela prática de atos pecaminosos e imorais, fazendo do mundo um verdadeiro amante, com o qual traía diariamente seu noivo Jesus. Tal Igreja era como o conhecido cristão Raimundo, que tem um pé na igreja e outro mundo!

Jesus era aquele que tinha na mão uma espada afiada dos dois lados, ou seja, sua palavra, que quando obedecida atraía bençãos, mas quando desobedecida atraía maldições e Ele estava avisando a Igreja de Pérgamo para que se arrepende-se de seus pecados e seu relacionamento com o mundo, antes que sua espada os condenasse completamente!

Jesus sabia que os cristãos de Pérgamo estavam vivendo em uma cidade onde o próprio Satanás estava vivendo, devido a templos erguido a adoração de Zeus, do imperador romano e de Asclépio, que para eles era o deus da cura, onde sua estátua com uma cobra enrolada em seu bastão era muito adorada e venerada.

Onde tem idolatria ali está Satanás; onde tem adoração a outro que não seja Cristo, ali está Satanás, que inclusive é retratado perfeitamente pela imagem de uma cobra, pois através do corpo dela, enganou a Eva e a todos que ainda insistem em não se prostrar a Deus! Jesus sabia que morar em uma cidade tão idólatra poderia explicar suas lutas e tentações, mas jamais justificar seus pecados e tolerâncias, pois o poder que o Espírito Santo oferece, faz um cristão ficar firme espiritualmente em qualquer cidade que ele morar, independente do ambiente carnal e satânico que ali pode haver.

Jesus promete que Ele sempre os alimentará espiritualmente através de sua presença buscada em oração e de sua palavra através de seu estudo, sendo um verdadeiro maná que está escondido para as pessoas do mundo, mas disponível para alimentar e fortalecer a todos os seus filhos.

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Na época do império romano, quando um bebê nascia, o pai colocava em seu pescoço um colar com uma pedra branca escrito o nome e o sobrenome paterno, para que todos soubessem que tal criança tinha um pai que a amava e cuidava e naquela época, essa mesma pedra com nome e sobrenome era colocado em um colar para identificar os escravos e a quais donos eles pertenciam.

O Salvador estava com isso dizendo para a Igreja de Pérgamo que eles deveriam se comportar como verdadeiros filhos obedientes que refletem a presença do Pai e deveriam o servir como escravos serviam aos seus donos! Fazendo isso, Jesus faria questão de mostrar a pedra branca escrita com o nome deles, pois eram filhos obedientes e escravos de sua vontade.

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Pastor da Igreja Aviva Panambi, Bacharel em Teologia, Pós Graduado em Liderança Exemplar, especialista em Aconselhamento Pastoral e Libertação e Cura, Escritor com dois livros lançados, Músico e Compositor. É casado com Cíntia Stürmer e pai do Benjamin e Natanael.

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