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Sociedade

PCC e militantes petistas atuavam juntos para coagir sem-teto, diz MP

Aluguel e votos no PT eram exigência de grupo ligado a movimentos sem-tetos.

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PCC. (Foto: Alex Silva/Estadão Conteúdo)

O Ministério Público ofereceu uma denúncia contra dezenove integrantes de movimentos sem-tetos de São Paulo, acusado pelo crime de extorsão.

A denúncia foi assinada pelo promotor Cassio Roberto Conserino, que aponta ligação do grupo criminoso Primeiro Comando da Capital (PCC) e de militantes petistas.

Na denúncia, o promotor cita o Movimento de Luta Social pela Moradia (MLSM), o Movimento dos Sem-Teto do Centro (MSTC), o Movimento de Moradia do Centro (MMCR), o Movimento Terra de Nossa Gente (TNG) e o Movimento de Moradia para Todos.

Segundo o Radar Online, de Veja, os movimentos ocupavam os edifícios e cobravam aluguel dos sem-teto, que eram obrigados a pagar os valores sobre pena de sofrerem ameaças e violência. Os integrantes do grupo “perpetravam todo tipo de ameaças e/ou violência para expulsar o ‘inadimplente’ do edifício”.

A denúncia também aponta que uma das líderes, “obteve acréscimo patrimonial consistente” tendo adquirido um carro Toyota Triton (2016), uma moto Triumph (2015) e um apartamento no Centro de São Paulo, que ficava locado. Outros integrantes teriam obtido crescimento patrimonial.

O grupo também atuava para que os moradores fossem compelidos “a votar em integrantes do PT, mudar o título eleitoral para o centro de São Paulo, participar de invasões a novos prédios e, por fim, participar de atos em apoio ao ex-presidente Lula e à ex-presidente Dilma”.

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