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Política

Pastores sentem-se pressionados a abordar questões políticas dentro da igreja, indica pesquisa

Maioria dos líderes religiosos acredita que “faz parte” do seu papel ajudar os cristãos a compreender a sua ‘responsabilidade social’

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De acordo com uma nova pesquisa do Instituto Barna – dedicado a questões religiosas – os pastores sentem-se cada vez mais pressionado para abordar questões polêmicas dentro da igreja. Ao mesmo tempo, são cobrados pelos membros a não abordar esses tópicos, uma vez que muitos entendem que púlpito não é lugar para falar sobre temas políticos.

No caso dos EUA, a pressão é ainda maior, pois existe uma legislação federal que impede que igrejas endossem candidatos políticos. A lei eleitoral brasileira veda a promoção de candidatos em época eleitoral, podendo ser considerada “abuso de poder econômico”.

O levantamento do Instituto Barna aponta que 50% dos pastores pesquisados “frequentemente” sentem-se cerceados na sua liberdade de falar sobre questões que podem “dividir opiniões”.

Sessenta e quatro por cento dos pastores disseram que se sentiam “limitados” quando se trata de falar sobre “questões morais e sociais” a suas congregações, enquanto 69% relataram ser r “pressionados” a falar sobre “as questões morais e sociais”, mesmo que não sentiam-se “confortáveis” para fazê-lo.

Um estudo anterior, do mesmo Instituto, aponta que a pressão para que haja “posicionamento claro” dos púlpitos em relação a questões políticas e sociais aumentou entre 2014 e 2016, passando de 44% para 69%.

“Essas questões consideradas polêmicas estão ligadas ao próprio conceito de liberdade religiosa em nossos dias, incluindo as relacionadas com a comunidade LGBT, união de pessoas do mesmo sexo, aborto, a moralidade sexual e política públicas”, aponta o relatório.

Roxanne Stone, editora-chefe do Barna, disse  ainda que “A pressão para que os líderes, em especial liderança religiosa satisfaça o anseio do seu público vem de todos os lados e, para evitar ofensas, especialmente na era digital, eles muitas vezes se calam”.

“Como a pesquisa revela, os pastores sentem-se mais pressionados a falar sobre certos temas ao mesmo tempo que há uma limitação no que acreditam que devem falar. Em outras palavras, não há saída fácil. A igreja exige que eles  tomem uma posição e, quando o fazes, acabem tendo problemas com aqueles membros que tem uma postura  diferente do que eles esperavam”, aponta Stone.

Responsabilidade política

O título oficial do estudo é “Liderança religiosa em uma cultura dividida“, que compilou quatro anos de dados sobre a questão da liberdade religiosa.

Outra conclusão do relatório é que 53% dos pastores acreditam que “faz parte” do seu papel como pastor ajudar os cristãos a compreender a sua ‘responsabilidade social e política’ e 21% concordam devem auxiliar os membros a entender por que deveriam votar a favor ou contra determinados candidatos

Noventa por cento dizem que é uma parte importante do seu papel para ajudar os cristãos têm crenças bíblicas questões sociais e específica. Já 72% acredita que ajudar os cristãos pensam bem sobre a cultura de preparação em geral, é um aspecto importante de seu trabalho.

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