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Mundo Cristão

Pastora que se declara “ateísta” continua no cargo, decide Igreja Unida do Canadá

Gretta Vosper conseguiu evitar julgamento por “heresia”

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Gretta Vosper

O caso da pastora Gretta Vosper, que estava prestes a ser julgada por “heresia” foi encerrado na semana passada e ela continuará à frente da Igreja Unida de West Hill.

“Reconhecemos o trabalho fiel de todos aqueles que estiveram envolvidos no processo”, disse a liderança da denominação em nota.

Embora Vosper pregue que a Bíblia é “mitologia” e negue que Jesus seja o Filho de Deus, ela entende que isso não afeta seu ministério.

“Os bilhões que professam a crença em um ser sobrenatural não são confortados pela segurança deste mundo. Trabalharão, argumentarão, lutarão e morrerão por uma segurança para a qual não há outra prova além da que lhes foi ensinada pela Igreja ou uma das outras tantas religiões que apontam para as recompensas da vida após a morte”, escreveu ela em seu livro “Com ou sem Deus: por que a maneira como vivemos é mais importante do que aquilo em que acreditamos”.

Vosper fundou o Centro Canadense de Cristianismo Progressivo e diz que pretende espalhar a mensagem ateísta entre os cristãos.

A investigação da Igreja Unida sobre sua “eficácia” como ministra foi concluída em 2016 e um comitê de revisão determinou que ele não poderia mais continuar no ministério.

Ela fez um apelo e seu caso seria novamente analisado no que foi chamado de “julgamento heresia”, mas que foi cancelado após um acordo entre a Conferência Nacional da Igreja e a pastora.

Por sua vez, a denominação canadense optou pela divulgação de uma nota onde destaca que o acordo “não altera de forma alguma a crença da Igreja Unida do Canadá em Deus, que foi plenamente revelado a nós em e através de Jesus Cristo”.

O caso remete ao alerta do teólogo B.B. Warfield, que declarou no início do século passado: “Se tudo o que se chama cristianismo é realmente cristianismo, então não existe o cristianismo. Um nome aplicado indiscriminadamente a tudo, não define nada”.

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