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Internacional

“Se assumirmos nossa autoridade espiritual, mudaremos nossa sociedade”, afirma ativista

Ana Valoy é uma conhecida ativista pró-vida no país vizinho.

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Ana Valoy

A pastora argentina Ana Valoy é uma conhecida ativista pró-vida no país vizinho. Além de trabalhar como psicóloga social, ela é co-fundadora da ONG Equipe de Prevenção de Abuso Sexual e lidera um movimento chamado “Afiançando Valores”.

Após a aprovação do aborto até 14 semanas pelo Câmara dos Deputados da Argentina, ela conta que a derrota política causou tristeza nos líderes cristãos (evangélicos e católicos) que fizeram grandes manifestações no país, pedindo que se mantivesse a proibição. Ao mesmo tempo, serviu como um alerta, pois o que aconteceu pode ser comparado com um aluno que deseja passar num exame, mas estudou pouco.

Falando ao portal Gospel Prime, assegura que “A igreja se despertou para isso muito tarde, atuando mais fortemente desde o início do ano embora sabemos que o ativismo pró-aborto tem uma longa história”. A pastora acredita que as manifestações públicas foram importantes, mas não foram fortes o suficiente, tendo faltado uma articulação política maior.

Ela acrescenta que ainda há esperando que as coisas mudem ao chegar no Senado, que possui um perfil “mais conservador” e que os representantes das províncias do interior devem ter uma outra postura. “A população nas grandes cidades é claramente de mentalidade mais liberal. A maioria dos deputados que votaram pelo aborto são das grandes cidades, como Buenos Aires e Santa”, assegura.

Para Valoy, o que aconteceu na Argentina, um país majoritariamente católico, mostra que a Igreja Católica não tem mais um ‘impacto social direto’, como na maioria dos países da América do Sul. “Ainda que as pessoas se digam religiosas, sua prática de vida não segue os preceitos da fé. Um dos grandes exemplos disso é que o papa, mesmo sendo argentino, nada disse sobre isso”.

Conforme foi amplamente noticiado, o movimento pró-aborto na Argentina, teve apoio financeiro de agências estrangeiras. Além disso, propagandas na televisão e nas mídias sociais mostram que houve um grande investimento, com uma militância paga, que gerou uma imagem de que era uma manifestação do povo, mas isso é enganoso.

“A OEA, a UNICEF e a ONU estão pressionando a Argentina para responder a sua agenda internacional, adotando todo o ‘pacote’ que inclui questões como ideologia de gênero, aborto e coisas assim”, destaca Ana Valoy. Como ativista pró-vida, lamenta que existe um forte movimento feminista que usa questões válidas de uma maneira distorcida. “Elas não têm uma militância genuína, são pagas por quem quer legitimar essas causas”.

Apesar dos prognósticos em contrário, Valoy está esperançosa de uma reação, sobretudo da Igreja. “Esta luta não acabou. Acho que ainda precisamos de muita conscientização, ensinando os cristãos a deixar a apatia e a indiferença de lado. Muitos pastores não quiseram que as pessoas faltasse aos cultos para estar conosco nas marchas aos domingos. A maioria não se ‘atreveu’ a pregar sobre isso. Agora, quando viram os resultados é que foram falar algo sobre o aborto. Infelizmente, muitos deles não querem usar seus púlpitos para falar de ‘questões seculares’”.

Como pastora, ela encerra com um desafio: “Se a igreja dimensionar a influência social que possui e lutar, poderia fazer muito mais. Acredito que se assumirmos nossa autoridade espiritual, seremos capaz de mudar nossa sociedade e os resultados seriam diferentes”.

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