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Pastor ouve Deus antes de cura da covid: “Um ministério que promove cura”

Daniel Fich é pastor presidente da Assembleia de Deus em Lajeado.

Michael Caceres

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Pastor Daniel Fich (Divulgação)

O pastor Daniel Fich, presidente da Assembleia de Deus em Lajeado, cidade interiorana do Rio Grande do Sul que se tornou a mais atingida pela covid-19, acompanhou de perto a doença ceifar vidas enquanto mantinha ativo o seu ministério com atendimentos espirituais, aconselhamento e ajuda humanitária.

No entanto, o pastor se viu obrigado a se afastar das atividades quando foi diagnosticado com a covid-19. Até o dia 11 de julho o líder evangélico promovia ações na igreja, incluindo campanhas de arrecadação de alimento para doação e eventos de aperfeiçoamento dos obreiros da denominação.

Fich diz não saber se contraiu a doença em meio as atividades ministeriais, mas diz que há uma grande possibilidade, já que em nenhum momento deixou de atender as pessoas. “Sempre tomamos todos os cuidados de higienização, distanciamento, uso de máscaras, mas na verdade nunca deixamos de ouvir, orar, pois é um momento que as pessoas mais precisam de ajuda”, disse ao Gospel Prime.

Segundo o líder assembleiano, nos primeiros sintomas ele não quis acreditar que poderia ser coronavírus, mas os sintomas se agravaram rapidamente e logo ele precisou buscar atendimento médico, chegando ao diagnóstico da doença.

Com muita dor na cabeça e no corpo, falta de ar e tosse, Daniel Fich diz que a sensação era como se estivesse sido esmagado, com sintomas muito fortes. Na primeira consulta ele diz que retornou para casa, mas em dois dias deu entrada no Hospital Bruno Born.

Além dele, sua esposa Adriana Fich, e seus dois filhos, Mateus Yan e Levi, todos testaram positivo para a covid-19, mas a esposa e os filhos não tiveram sintomas, o que contou à reportagem com gratidão a Deus. Apesar de imunes, os familiares sofreram pela situação de Daniel.

Depois de dar entrada no hospital, que tinha uma ala exclusiva para tratamento do coronavírus, Fich teve uma leve melhora, retornando para casa. Porém, no sétimo dia o quadro se agravou realmente, então ele foi parar em definitivo no hospital, proibido de receber visitas.

Enquanto recebia tratamento, a igreja passou a se mobilizar ainda mais em oração, o que manteve a convicção de Daniel. Ele diz que já estavam o tempo todo em oração por todos que estão enfrentando o vírus, mas houve uma comoção quando ele foi diagnosticado.

Quando questionado sobre o motivo pelo qual Deus permitiu que ele passasse por isso, o pastor afirma que uma das últimas mensagens que ministrou antes do início da pandemia foi que “os amigos de Jesus também adoecem”, baseada na história de Lázaro.

“Quando aceitamos Jesus não deixamos de ser humanos, e essa humanidade é marcada pela fragilidade. Diferente da alma e do espírito, o corpo é finito”, disse. “Estar entre a vida e a morte te faz realmente refletir e sentir o que o outro sente quando está nessa situação”, continuou.

Ele lembra que enquanto esteve hospitalizado orava e cantava louvores o tempo todo para ocupar a mente e não cair em desespero. Fich diz que o psicológico é muito atacado, já que a doença ainda não tem protocolos definidos. “Clamei muito para não ser intubado, pois tinha uma sensação que se fosse não terminaria bem”, relatou.

Daniel Fich lembra que em uma noite uma médica disse a sua esposa que se ele não reagisse até a manhã do próximo dia teria de ser intubado, pois o oxigênio não estava mais dando conta. Ele diz que clamou muito para não ser intubado, pois tinha a sensação que se fosse não terminaria bem.

“Naquela noite clamei como nunca. Eu dizia: Senhor, não sou melhor que os outros, mas o Senhor pode me restaurar. Me socorre Senhor. Naquela mesma noite, ao invés de ir para intubação eu comecei melhorar”, disse o pastor Daniel Fich.

Em um dia, quando estava muito mal, o pastor diz que saiu do corpo e Deus o permitiu observar os médicos e enfermeiros ao redor da sua cama cuidando dele. Naquela visão ele diz que ouviu a voz de Deus lhe dizendo que deveria ter um ministério que promova cura.

“Naquela visão ouvi a voz do Senhor me dizendo claramente: ‘Quero que o teu ministério seja assim, um ministério que promove cura.’ Imediatamente entendi que o que Deus me mostrou não era apenas para orar por cura das enfermidades do corpo, mas para ser instrumento de cura dos feridos emocional e espiritualmente”, disse.

Tratado com hidroxicloroquina, além de antibióticos, analgésicos e antitérmicos, o pastor acredita que o medicamento ajudou sua cura. Ele diz que recebeu a receita para uso do fármaco, enquanto que o hospital preferiu usar outros medicamentos.

O pastor Daniel Fich teve alta no dia 23 de julho, reconhecendo que experimentou um milagre quando lembra que “foi Deus quem deu sabedoria” aos médicos para lhe tratarem e “Deus realiza verdadeiros milagres através da medicina”.

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