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Mundo Cristão

“Amar a Jesus nem sempre cura pensamentos suicidas”, diz pastor momentos antes de tirar a própria vida

Jarrid Wilson liderava uma megaigreja na Califórnia; ele deixa uma esposa e dois filhos pequenos.

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Jarrid Wilson. (Foto: Reprodução / Youtube)

Aos 30 anos, o pastor Jarrid Wilson tirou sua própria vida após uma batalha sem sucesso contra a depressão.

Nos últimos 18 meses ele esteve à frente do conselho de saúde mental da megaigreja Harvest Christian Fellowship, na Califórnia (EUA).

Sua morte foi lamentada por seus amigos e colegas de ministério. Nas redes sociais, porém, sua última mensagem no Twitter deixou um alerta de que ele não estava bem.

“Amar a Jesus nem sempre cura pensamentos suicidas. Amar a Jesus nem sempre cura a depressão. Amar a Jesus nem sempre cura o Transtorno de Estresse Pós-Traumático. Amar a Jesus nem sempre cura a ansiedade. Mas isso não significa que Jesus não nos oferece companhia e consolo. Ele sempre faz isso”, escreveu ele no Twitter no dia que tirou a própria vida.

No Instagram, porém, Wilson tinha postado uma foto de seu filho mais velho, elogiando a criança e dizendo ter orgulho do pequeno que acabou de entrar para um time de beisebol.

Sua esposa, Julianne Wilson, escreveu mensagens contando sobre a morte do marido e dividindo uma lição que ele sempre ensinava quando falava sobre sua luta contra a depressão e ansiedade: “O suicídio não recebe a última palavra, a esperança recebe a última palavra. Jesus recebe a última palavra”.

Ela se comprometeu em continuar o legado do marido e declarou ter esperança de que ele esteja ao lado de Jesus. “Suicídio e depressão alimentaram as piores mentiras, mas você sabia a verdade de Jesus e eu sei que você está ao lado dele neste exato momento”.

O pastor Greg Laurie, responsável pela Harvest Christian Fellowship lamentou o ocorrido e disse que não tinha palavras diante do que aconteceu.

“Jarrid amava o Senhor e tinha o coração de um servo. Ele era vibrante, positivo e estava sempre servindo e ajudando os outros. Jarrid também lidou repetidamente com a depressão e foi muito aberto sobre suas lutas em andamento. Ele queria ajudar especialmente aqueles que estavam lidando com pensamentos suicidas. Tragicamente, Jarrid tirou a própria vida”, escreveu o religioso.

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