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Sociedade

“Pastor” assina delação e admite ter usado igreja para receber propina

Igreja teria recebido R$ 715 mil que seriam repassados.

Michael Caceres

em

Funcionário dos Correios na sede da companhia, no Rio

Um “pastor” assinou um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) e admitiu ter usado uma igreja, chamada de “Suprema Graça”, para intermediar pagamentos de propina do fundo de pensão dos funcionários dos Correios.

A delação foi homologada pela 10ª Vara da Justiça Federal, após ter sido assinada com a Força-Tarefa Greenfield, que investiga desvios no fundo de pensão dos Correios.

Daniel Augusto Maddalena, o suposto pastor, admitiu que usou a igreja para receber propinas de R$ 2,7 milhões no fundo de pensão Postalis. A denúncia foi recebida juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal do DF.

Em seu depoimento, o “pastor” afirmou que recebeu a proposta de uma pessoa chamada Marcos Glikas, que foi apontado pelo MPF como operador financeiro ligado ao esquema.

Segundo o jornal O Globo, a conta da igreja recebeu R$ 715 mil de uma empresa de Glikas, que lavaria o dinheiro para os pagamentos de propina.

Em troca da intermediação, a igreja ficaria com um percentual de 4% dos repasses, sendo que cabia ao pastor sacar os valores em espécie e entregar a uma pessoa indicada.

“Glikas fez uma proposta ao declarante como forma de arrecadar recursos; que essa proposta foi em junho de 2011, próximo ao lançamento da pedra fundamental (da igreja)”, explicou o pastor em seu depoimento.

Segundo conta, ele “não se preocupou e não quis saber da origem dos valores na época”: “Nesta ocasião Glikas já deixou claro ao declarante que o valor que a empresa depositaria na conta da Igreja deveria ser sacado em espécie em seguida, para entrega para uma pessoa a ser indicada por ele”, relatou.

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