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Mundo Cristão

Pastor arrisca sua vida para libertar escravas sexuais na China

Ele e sua equipe já resgataram mais de 1.000 pessoas e as levaram para a Coreia do Sul

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Chun Ki-Won. (Foto: Reprodução)
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Um pastor sul-coreano se arriscou na China para salvar mulheres norte-coreanas que foram traficadas para trabalhar como escravas sexuais na China.

Conhecido como “Asian Schindler”, o pastor conseguiu resgatar mulheres como Lee (nome fictício para preservar a imagem), um norte-coreana que foi levada para viver em um apartamento minúsculo na China com outras garotas. Ela pensou em fugir, mas foi vendida para um operador de cybersexo e voltou a ser escrava sexual.

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Agora Lee era obrigada a ficar em salas de bate-papo fazendo sexo virtual com internautas. Ela só poderia deixar o apartamento onde morava uma vez a cada seis meses. Além disso, era abusada fisicamente pelo operador.

A vida de Lee só mudou quando um cliente percebeu que ela estava sendo mantida em cativeiro e conseguiu ensiná-la a enviar mensagens sem que o seu chefe percebesse. Assim, ela foi apresentada ao pastor Chun Ki-Won, que é conhecido por ajudar mulheres como ela a fugir.

Ao longo dos anos, o pastor já resgatou centenas de vítimas traficadas da Coreia do Norte. Seu apelido, Asian Schindler, é uma ligação ao empresário alemão Oskar Schindler que salvou 1.200 judeus da morte.

Lee conseguiu se comunicar com o pastor sem que seu chefe percebesse e assim ela pode pedir ajuda. Em outubro do ano passado a equipe do pastor foi até Yanji, na China, onde ela morava e conseguiu resgatá-la juntamente com outra garota, Kwang, que vivia na mesma condição.

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Elas fugiram pela janela do quarto andar do prédio usando lençóis amarrados. Um carro a esperava e as levaram para a Coreia do Sul. Foram cinco dias de viagem até que elas conseguiram asilo na embaixada sul-coreana.

Segundo o The Christian Post, hoje Lee está se formando para se tornar professora e a Kwang está terminando os estudos, pois parou de estudar aos 12 anos. O pastor Chun lidera o ministério Durihana, que em coreano quer dizer “para dois tornarem-se um”, um projeto missionário que visa unir as coreias através do Evangelho.

Apesar de fazer um bom trabalho, Chun já foi preso na China em 2001 enquanto ajudava um grupo de desertores norte-coreanos a escapar. Atuando desde 1999, o pastor e sua equipe já conseguiram ajudar mais de 1.000 desertores a chegarem na Coreia do Sul.

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