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Opinião

Pare de se cortar. Ele já sangrou por você!

Não há uma fórmula humana que nos ajude a lidar com a dor.

Maycson Rodrigues

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A Paixão de Cristo
A Paixão de Cristo. (Foto: Divulgação)

No princípio, a vida foi estabelecida pelo Deus que de nada carece. Somos o resultado da graça já na nossa participação desta existência. Se você está vivo (a), agradeça o privilégio, pois são muitas complexidades em diversas áreas do conhecimento que nos trazem até aqui.

Entre bilhões de células, átomos e micro-partículas das micro-partículas, aqui estamos, vivendo dicotomias emocionais e aprendendo (ou sendo obrigados a aprender) com as dinâmicas de sol e chuva, frio e calor, vitória e derrota, alegria e tristeza. Somos muito dialéticos neste sentido, e não há como escapar muitas vezes das dores que envolvem o nosso ser.

Não há uma fórmula humana que nos ajude a lidar com a dor. Tem dias que o esgotamento pleno nos atinge, ao ponto de nos isolarmos aos desertos da vida e buscarmos a morte para si. Não são poucos os cristãos que sofrem de depressão ou tristeza profunda, e há quem esteja agora tentando tirar a própria vida. Para cada suicídio, são pelo menos 20 tentativas prévias.

São quase 800 mil suicídios por ano, segundo dados da OMS. No Brasil, são 33 mortes por dia. O “ideal demográfico” de mortes por suicídio na cidade a cada 100 mil habitantes é 10 mortes. No Brasil, temos mais de 30.

Acúmulos de emoções adoecidas, más notícias na TV, relacionamentos abusivos, traumas de infância, ausência de afetividade humana em função das redes sociais mudarem o padrão comportamental do indivíduo e arrancar da vida o contato interpessoal presencial, entre outras causas, vão nos esgotando, entristecendo, isolando das pessoas, até que nos afastemos de quem amamos e, por fim, nos ocupemos com a “gestão do nada”. E gerir o nada significa cansar-se definitivamente – até que não haja mais motivação e prazer algum.

Quem chega neste extremo, não tem jeito, matará a dor matando a si mesmo.

Reconhecer a causa central de nossa angústia é como entrar na estrada que nos leva à cura da alma. Porém, não podemos apenas achar que o nosso eu com um pouco mais de esclarecimento oriundo da psicologia clínica resolverá este problema.

Mesmo com toda a contribuição acadêmica das ciências que lidam com a alma humana, há apenas um jeito de sairmos da depressão de forma definitiva: olhando todo dia para cruz de Cristo.

Veja hoje com os olhos espirituais o Senhor Jesus com o rosto desfigurado, com os braços ensanguentados e pés cambaleantes. Veja-o pela fé agora em agonia e angústia plena, porque Deus Pai lhe abandonou.

Jesus, o Deus-Homem, morreu após muita dor e abandono para que você pudesse conhecer o maior amor do mundo.

Ele padeceu as maiores aflições, para que você pudesse ter bom ânimo, pois triunfou sobre o pecado e a morte.

Ninguém te ama mais do que Jesus. Ele é o amigo verdadeiro, aquele que dá a vida pelo seus amigos que chama carinhosamente de “ovelhas”.

Pare de se cortar. Deixe de lado este veneno. Guarde esta arma. Jesus sangrou por você.

Que o amor derrote mais uma vez a dor em sua alma. Que o fato de saber que é amado pelo Criador ressignifique o seu senso de criatura, no nome de Jesus. Creia no poder e na graça do Espírito Santo que enche sua mente a coração de paz. Que de fato e de verdade, você experimente a cura das emoções e viva plenamente na presença de Deus.

Casado com Ana Talita, seminarista e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, serve no ministério dos adolescentes e dos homens da Betânia Igreja Batista (Sulacap - RJ) e no ministério paraeclesiástico chamado Entre Jovens. Em 2016, publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.

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