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Palestina pede que Rússia impeça embaixada dos EUA em Jerusalém

Autoridade Palestina ameaça: “serão abertos os portões do inferno”

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O líder palestino Mahmoud Abbas pediu ao presidente russo, Vladimir Putin, que ele convença os EUA a desistir da ideia de mudar a embaixada norte-americana de Tel Aviv para Jerusalém.

O secretário-geral da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Saeb Erekat, esteve na Rússia entre 12 e 14 de janeiro e entregou uma carta oficial ao ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.

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“Eu tenho uma mensagem escrita do presidente Mahmoud Abbas ao presidente Vladimir Putin”, explicou. “Ela pede a intervenção do presidente Putin junto à administração norte-americana, a fim de impedir que a embaixada norte-americana seja transferida para Jerusalém, já que há consequências para este passo”, disse Erekat.

Embora o governo russo não tenha se posicionado oficialmente, os palestinos continuam fazendo uma campanha junto a diversas autoridades mundiais para tentar impedir que Trump cumpra sua promessa de campanha.

Osama Qawasmeh, porta-voz do Fatah, partido do presidente Abbas, disse neste sábado (14), que se a mudança da embaixada ocorrer, “Isso abrirá as portas do inferno” sobre a região e em todo o mundo. Ele insiste que os palestinos “não permitirão que isso aconteça”.

Para Abbas, o reconhecimento por parte dos Estados Unidos, impediria que a paz e a estabilidade voltassem à região. Ainda em tom de ameaça, disse que a Autoridade Palestina poderia deixar de reconhecer Israel como nação e levaria essa questão “aos países árabes”, sugerindo uma declaração de guerra.

Governos anteriores da Casa Branca não reconheciam Jerusalém como capital de Israel, mas Donald Trump já aviou que as relações com Israel iriam mudar dramaticamente a partir de 20 de janeiro.

No meio de sua campanha eleitoral, o novo presidente dos EUA disse que Jerusalém tem sido “a eterna capital do povo judeu por mais de 3.000 anos”, prometendo aceitá-la “como a capital indivisível do Estado de Israel”. Com informações de Times of Israel

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