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igreja perseguida

ONU pode incluir “islamofobia” como crime e dificultar conversão de muçulmanos

Pedido foi feito pela Arábia Saudita, único país onde é proibido ter igrejas.

Michael Caceres

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Mesquita de Masjid al-Haram, em Meca (Reprodução)

A Organização das Nações Unidas (ONU) recebeu um pedido feito pela Arábia Saudita para que a entidade foque na “eliminação da islamofobia” para combater o racismo e à xenofobia online, o que pode dificultar a conversão de muçulmanos.

Segundo o Barnabas Fund, o pedido foi apresentado por Meshaal Bin Ali Al Balawi, chefe de direitos humanos da Arábia Saudita na Missão das Nações Unidas em Genebra, que dirigiu o pedido ao Conselho de Direitos Humanos.

Especialistas acreditam que o objetivo seja promover censura nas redes sociais, já que o representante aponta que a internet tornou-se um “espaço para a prática do racismo”, pedindo para que a ONU trabalhe para encontrar uma “solução”.

Curiosamente, a Arábia Saudita tem um regime totalitário e é regida pela Sharia, lei islâmica, sendo “o único país do mundo” onde oficialmente é proibido ter igrejas, segundo informações da organização Portas Abertas.

A hipocrisia do regime é evidente no pedido feito à ONU, pois além de perseguir minorias religiosas, se converter a qualquer outra crença que não seja o islã é um crime punível com a morte na Arábia Saudita. Todos os sauditas são considerados muçulmanos, mesmo que não queiram.

Al Balawi disse, ao apresentar sua “preocupação” com o suposto racismo e preconceito contra o islamismo, que na Arábia Saudita, “difundir ideias baseadas na discriminação racial e incitar o racismo e o ódio usando a tecnologia da informação… é um crime, cujo autor é punido de acordo com as leis do reino”.

Se a ONU se dispuser a atender a causa saudita é possível que se abra um precedente para que críticas contra o islã sofram censura na internet, como já ocorre em muitos países.

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