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Política

Olavo de Carvalho diz que evangélicos “entraram atrasados” na luta contra o petismo

Filósofo questionou postura de Silas Malafaia

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Olavo de Carvalho
Olavo de Carvalho. (Foto: Reprodução / Youtube)

Durante sua visita aos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro encontrou-se com o filósofo Olavo de Carvalho, o que reforçou o discurso de que ele seria o “guru” da direita e um grande influenciador na vitória do peselista.

Quando o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL/SP) usou o Twitter para afirmar isso, o pastor Silas Malafaia rebateu, pedindo para que ele não diga que a vitória nas urnas era responsabilidade de Olavo. “Eu fui um dos principais apoiadores do seu pai na campanha… Deixe de bajular guru”, pediu.

Nesta sexta-feira (22), o filósofo, que já demonstrou outras vezes não simpatizar muito com lideranças evangélicas, provocou Malafaia, a quem chamou de “bispo”.

Em sua mensagem nas redes sociais disse: “Ninguém pode negar que as igrejas evangélicas ajudaram um bocado na derrocada do petismo. Mas também não pode negar que elas entraram nessa luta com um atraso formidável. Pelo menos até 2009 ainda se davam muito bem com o partido governante. Nesse ano Lula em pessoa oficializou em lei a Marcha Para Jesus. Será que o senhor já esqueceu?”.

Até o momento, o pastor Silas não respondeu a provocação.

Peso do voto evangélico

A ligação de Malafaia com Lula é conhecida, mas o pastor tratou sobre isso diversas vezes no passado. Durante a campanha de 2014, quando foi cobrado por isso, assegurou: “Já acreditei no PT e fiz campanha para Lula em 2002, inclusive aparecendo no programa eleitoral. Quando comecei ver o real objetivo deles, saí fora, qual o problema? Corrigir rotas, reconhecer erros só faz quem é inteligente. O soberbo acha que nunca erra e acerta todas”.

Ao longo da campanha de 2018, além de Malafaia diversas lideranças evangélicas posicionaram-se a favor de Bolsonaro.

Uma análise dos dados divulgados pelo Datafolha às vésperas do segundo turno, feita por José Eustáquio Diniz Alves, professor titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas, indica que Bolsonaro teve mais de 11 milhões de votos do que Haddad junto ao eleitorado evangélico.

Alves concluiu que “os evangélicos se transformaram em uma força política decisiva”.

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