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Sobre Reis e Profetas: Nova série quer ser “Game of Thrones” bíblico

Trama mistura histórias bíblicas de Saul e Davi com elementos ficcionais

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Estreou nos Estados Unidos esta semana, a série Of Kings and Prophets [Sobre Reis e Profetas, em tradução livre]. Produzida pela ABC, canal que pertence ao grupo Disney, a aposta da emissora é que poderá ser o novo “Game of Thrones”. A primeira temporada terá 15 capítulos.

Alguns elementos são os mesmos, cenas sangrentas de batalha, a disputa do trono do reino de Israel. O primeiro episódio, com o título de “Offerings of Blood” [Ofertas de sangue], afirma que o roteiro é “baseado na Bíblia”, mas existem vários elementos ficcionais.

O rei Saul (Ray Winstone) luta bravamente contra os filisteus, antigos inimigos de Israel. Na tentativa de unificar as doze tribos, oferece sua filha, Merabe (Jeanine Mason), em casamento a Mattiyahu de Judá (Matt Whelan).

Em meio aos preparativos para o casamento, o profeta Samuel (Mohammad Bakri) procura Saul com uma mensagem de Deus. O rei deve eliminar os amalequitas, outro povo inimigo dos israelitas.

Contudo, Saul desafia a ordem divina, o que dá início a muitos acontecimentos que acabarão ameaçando seu reinado. Ao mesmo tempo, o pastor Davi (Olly Rix), tenta pagar as dívidas de sua família.

Ele deseja matar o leão que está acabando com os rebanhos do reino. Decide ir até o palácio do rei em Gibeá, acompanhado de seu primo Joabe (David Walmsley). Ao anunciar seus planos, a rainha Ainoã (Simone Kessel) ridiculariza Davi, mas sua filha Mical (Maisie Richardson-Sellers) acredita que ele é capaz de realizar esta perigosa façanha. Davi propõe então que, se ele matar o leão, as dívidas serão perdoadas.

Na narrativa bíblica em 1 Samuel 18, Merabe, filha mais velha de Saul, devia ser dada a Davi após ele ter matado o gigante Golias. Contudo, ela foi dada por mulher a Adriel, o meolatita.

Para quem conhece a série Game of Thrones reconhecerá vários elementos em comum. Os leitores da Bíblia, familiarizados com a narrativa, também verão semelhanças com elementos da série A Bíblia, um dos maiores sucessos da TV mundial nos últimos anos.

Embora a audiência da estreia tenha sido boa, a série está enfrentando resistência de alguns grupos conservadores. O PTC (abreviatura de Conselho dos Pais sobre Televisão) afirmou “não estar feliz” com a interpretação da Bíblia mostrada pela ABC. Afirmam que a série não é recomendada para crianças, por conta do excesso de sangue e sexo.

O produtor Chris Brancato, se defende, lembrando que a série foi produzida pela mesma responsável pelo filme “Êxodo: Deuses e Reis” (2014) de Ridley Scott. Justifica ainda que a narrativa do Antigo Testamento é violenta e repleta de sexo.

Em uma entrevista no ano passado, enquanto o material era filmado, Brancato resumiu assim o que queria mostrar: “É extraordinariamente violento. É sexual. É uma luta de poder entre dois homens. Nós não vemos isso como uma história revisionista, nem como uma tradução literal. Temos procurado fazer uma série moderna… Esta é uma versão “sem dragão” de Game of Thrones”.

Há uma possibilidade de a serie ganhar nas próximas uma versão “on demand” apenas para a internet onde mostraria todas as cenas ‘censuradas’ pala ABC para tornar o show mais atrativo para o público da TV aberta. Com informações de Hollywood Repórter

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