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Mundo Cristão

“Se você odeia os judeus, odeia Jesus”, diz pastor ao condenar antissemitismo

Líderes evangélicos reagem ao massacre na sinagoga de Pittsburgh

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Russell Moore

O massacre ocorrido na Sinagoga da Árvore da Vida de Pittsburgh, EUA, no sábado (27), gerou uma série de reação na comunidade evangélica do país. O teólogo batista Russell Moore, pastor que preside a Comissão de Ética e Liberdade Religiosa da Convenção Batista do Sul, escreveu um longo texto sobre o crescimento do antissemitismo em várias nações.

Onze pessoas morreram no interior da sinagoga e o assassino foi preso. Suas motivações não estavam claras, sendo apontado pela polícia como um “crime de ódio”. Moore pede que “nós, como cristãos, precisamos fazer uma reflexão sóbria sobre o que esse ataque significa”.

Destacando casos de ataques antissemitas que se espalham pelo mundo, conclamou os crentes em Jesus a “dar uma mensagem clara de rejeição de todo tipo de fanatismo e ódio”. Enfatizou ainda, para surpresa de muitos, que “se você odeia os judeus, odeia Jesus”.

O teólogo entende que “o antissemitismo é, por definição, um repúdio ao cristianismo e ao judaísmo. Isso deveria ser óbvio, mas a história mundial, em especial a história da igreja, nos mostra que isso não é sempre entendido”. Ele pede que se faça uma reflexão para alguns fatos bíblico.

“Jesus era judeu. Isso é verdade, mas o passar do tempo faz parecer que o judaísmo de Jesus era algo que ele abandonou na ressurreição. Jesus está vivo agora, entronizado no céu. Ele foi transfigurado e glorificado, sim, mas ainda é Jesus. Isso significa que ele ainda é, e sempre será, humano. Ele ainda é, e sempre será, o filho de Maria. Ele é, e sempre será, um galileu. Quando Jesus apareceu diante de Saulo de Tarso na estrada para Damasco, o Cristo ressurreto se apresentou como ‘Jesus de Nazaré’ (At 22:8). Jesus diz que é judeu.”

Resgatando a genealogia do Salvador, Moore aponta que Jesus faz parte da linhagem “original” dos judeus, sendo “descendente de Abraão”. “Como cristãos, somos todos adotados em uma família judia, em uma história israelita. Nós, que antes não éramos um povo, fomos enxertados, em Jesus, no ramo que é Israel (Romanos 11:17-18)”, reforça.

Sendo assim, ele acredita que os ataques aos judeus não deveriam ser encarados pelos cristãos como algo que não nos afeta.

“Devemos lamentar toda vez que uma vida humana inocente é ceifada. Nós choramos toda vez que há um ataque terrorista assassino…. Esses ataques repulsivos ao povo judeu são um ataque à imagem de Deus, um ataque a Jesus como filho de Abraão. Quando você ataca o rabino de uma sinagoga, também está atacando nosso rabino”, encerrou.

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