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Opinião

O voto de Tabata Amaral pela reforma revela o autoritarismo da esquerda

A renovação não passa apenas pela direita; passa também pela esquerda

Maycson Rodrigues

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Tabata Amaral. (Foto: Will Shutter/ Câmara dos Deputados)

Tabata Amaral é uma deputada federal de primeiro mandato, e que já demonstra qualidade de uma verdadeira representante da nova política brasileira. O Brasil está fabricando novos políticos, e Tabata certamente pertence a este projeto.

Criada na periferia de São Paulo, a deputada brasileira é filha de uma empregada doméstica e de um motorista de ônibus que morreu por causa das drogas, como ela mesma revelou em seu intenso debate com o ministro Vélez Rodrigues, que logo depois foi demitido pelo Presidente Bolsonaro.

Suas convicções políticas e ideológicas tendem “à esquerda”, mas vejo sobriedade nela. Vejo também uma força que não via há décadas no cenário do parlamento. Seu compromisso tem se mostrado ser pela verdade e suas convicções não são subservientes aos autoritários que lideram o seu partido político, o PDT.

Ao votar em favor da Reforma, demonstrou que está comprometida com o futuro do Brasil, não com a manutenção de narrativas fraudulentas e mentirosas que os da oposição vociferaram aos berros na votação desta semana.

Tem que ter muita independência política para ir contra as convicções do próprio partido. E mais: Tabata Amaral mostrou aos caciques e aparelhadores de sempre que a nova política trata a mesma como missão e não negócio.

Independentemente de ser de esquerda ou de direita, o mais importante é ser anticorrupção e estar aberto a considerar pautas que de fato podem mudar a vida dos mais pobres, não mantê-los na miséria enquanto a elite do funcionalismo público nada de braçada nos privilégios.

Ciro Gomes, o “coroné” que fracassou no último pleito presidencial, está dizendo na mídia que ela “tem que sair do partido”. Pois bem. Para uma deputada como Amaral, a melhor coisa que pode acontecer é se afastar destes profissionais da política que só querem o poder e a manutenção de suas mamatas.

A renovação não passa apenas pela direita; passa também pela esquerda. O Brasil é maior do que qualquer ideologia. O interesse público precisa suplantar o interesse próprio do político; senão, continuaremos sendo vítimas das injustiças sociais, do caos econômico e da violência desmedida.

Ainda preciso mencionar que a atitude do partido revela o que há de pior na esquerda e que eles sempre negam com veemência: o espírito autoritário, que nunca se abre ao contraditório e somente pensa nos interesses privados. Elevá-la ao grau de “traidora” é simplesmente patológico.

É por isso que o povo brasileiro deu uma resposta a eles nas urnas. No entanto, pelo visto me parece que ainda não aprenderam a lição.

Casado com Ana Talita, seminarista e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, serve no ministério dos adolescentes e dos homens da Betânia Igreja Batista (Sulacap - RJ) e no ministério paraeclesiástico chamado Entre Jovens. Em 2016, publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.

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