Siga-nos!

cosmovisão

O que quero ou o que preciso?

Vivemos em épocas em que as pessoas buscam a satisfação de seus interesses a qualquer custo.

Fernando Marques Sá

em

Casal estuda a Bíblia
Casal estuda a Bíblia (Foto: Reprodução/Freepik)

Em sua segunda carta a Timóteo, mais precisamente no capítulo 4, versículos 1 a 4, o apóstolo Paulo encoraja Timóteo a continuar o seu ministério independente de qualquer circunstância.

Interessante notar que essa carta, embora tenha sido escrita entre os anos 65 e 68 da era cristã, traz uma mensagem demasiadamente atual.

Geralmente, quando lemos textos antigos, sejam eles de qualquer área do conhecimento, temos a tendência, em geral, de imaginar circunstâncias e situações muito diferentes daquelas que conhecemos nos dias modernos, contudo, quando paramos para analisar os locais e circunstâncias percebemos o quanto atual é a sempre Eterna Palavra de Deus!

Vez por outra lemos que pregadores questionam a aplicabilidade da bíblia nos dias de hoje alegando que seu texto precisa ser “adaptado” ou, simplesmente desconsiderado parcialmente, deixando dessa maneira toda uma história e todos os estudos ocorridos ao longo dos dois últimos milênios. Acima de tudo, deixando de lado toda técnica científica de interpretação de textos.

Em geral eles adotam esse procedimento não para agradar a Deus, mas para permanecer em seus comportamentos que estão em desacordo com a Palavra do Senhor.

É mais fácil mudar palavras e interpretações do que mudar comportamentos pecaminosos.

Algumas pessoas estão tratando a Palavra de Deus como se ela fosse legislação humana que desafia atualizações constantes sob pena de ficar ultrapassada, desatualizada e, portanto, ineficaz.

Quem ouve as afirmações dessas pessoas pode até pensar que elas estão certas, afinal de contas, em uma regra praticamente absoluta, estão à frente de grandes ministérios e com cultos lotados de pessoas aparentemente felizes. Muitas vezes, em virtude da quantidade de membros, são necessários dois ou até mesmo três cultos diários com o objetivo de atender “as necessidades de todos os fiéis” e assim “pregar a palavra de Deus”.

Alguns, pasmem, chegam a afirmar que a Bíblia não é a Palavra de Deus!

Mas, voltando ao texto de 2Timóteo entendemos que esse comportamento, longe de ser algo recente, ocorre desde o início da igreja e, por isso, gostaria de convidar você a meditar sobre os acontecimentos dos últimos tempos.
Diz o versículo 3, de segundo Timóteo:

“Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos.” (NVI)

Vivemos em épocas em que as pessoas buscam a satisfação de seus interesses a qualquer custo. A sociedade atual é formada por uma parcela crescente de narcisistas que tendem a achar feio tudo aquilo que não reflete a sua imagem.

Nesse sentido vemos um crescente movimento que tem por objetivo adaptar, readequar ou até mesmo mudar o texto bíblico tão somente com o objetivo de tornar a igreja e a Casa de Deus um lugar agradável onde possamos passar algumas horas semanais, ouvindo uma mensagem que faça com que saiamos felizes, alegres e fortalecidos para enfrentar mais uma semana de lutas.

Em princípio não há nenhuma irregularidade em se buscar a igreja como local de comunhão e fortalecimento mútuo, afinal de contas, quando lemos Atos dos Apóstolos, percebemos que as primeiras reuniões da igreja, em especial quando da realização da ceia, havia grande comunhão e alegria.

Portanto, o problema não está no fato de haver comunhão na igreja, o problema surge quando esquecemos o real objetivo do porquê nos reunimos em igreja. Paulo nos ensina que devemos fortalecer e incentivar uns aos outros (1Ts 5.11), que devemos nos auxiliar mutuamente (Gl 6.2) e que devemos nos colocar no lugar do próximo para podermos, juntamente com ele, partilhar suas alegrias e dificuldades (Rm 12.15).

Note que, todas essas coisas pressupõem, sempre, que ao menos algum ou alguns irmãos estão passando por necessidades pois não precisamos fortalecer vencedores nem auxiliar quem está em uma situação física, espiritual ou psicológica normal ou privilegiada.

O problema atualmente é que quando enfrentamos um problema, seja de qual natureza for, repetimos o comportamento de Israel e colocamos, quase sempre, a culpa em Deus, no pregador ou na igreja.

A Palavra de Deus tem por objetivo nos confrontar, ensinar e nos transformar (Rm 12.2), por isso é que muitos tem grande dificuldade de viver segundo a Palavra de Deus, afinal de contas, hoje em dia as pessoas não querem viver segundo o modelo divino, mas de acordo com a suas próprias palavras e seus próprios pensamentos!

Engana-se quem pensa que esse é um comportamento característico dos dias atuais pois, em 2Tm 4, 3, Paulo já falava de pessoas que queriam ouvir apenas aquilo que apreciavam (comichão nos ouvidos) e não a verdadeira Palavra de Deus!

Naqueles dias as pessoas buscavam apenas mensagens que agradavam seus ouvidos e seus sentimentos (…se rodearão de mestres segundo a sua própria cobiça…), portanto, tudo o que confrontasse seu comportamento era tido como ultrapassado e não digno de ser observado. Você conhece alguma coisa nesse sentido nos dias atuais?

Pois bem, a atualidade da Palavra de Deus nunca foi tão presente como nos tempos em que vivemos.
Os conselhos de Paulo a Timóteo também permanecem válidos para os dias atuais:

Pregue

Não precisamos ser ministros consagrados para falar de Deus, pois segundo 1Pe 2.9, todos nós, que fomos lavados e remidos pelo sangue do Cordeiro, somos sacerdotes, ou seja, pessoas que tem o dever de servir ao Senhor durante todos os dias. Pregamos não só com palavras, mas também com atitudes.

Normalmente o Espírito Santo nos move para ministrar para essa ou aquela pessoa e, quase que imediatamente pensamos, mas Senhor, essa pessoa nunca vai aceitar a Cristo! Ou pior, podemos até pensar que se ela pode se recusar a ouvir e, ainda por cima, nos humilhar.

Sei que esses pensamentos passam na mente da maioria dos cristãos, mas você já parou para pensar se um rio só levasse água para onde ele tivesse certeza de que as pessoas iriam cuidar bem dele?

Corrija

Temos a tendência de relacionar correção a ato físico, geralmente violento realizado com imposição.
Contudo, hoje em dia fica fácil perceber que esse não é o meio mais adequado para se corrigir algo. Lembre-se que quando você está dirigindo com o auxílio do GPS, ao errar a rota, o aparelho não te xinga nem diz impropriedade, apenas, CORRIGINDO a rota e, começamos novamente.

Correção, longe de ser ato de violência, é ato de amor que busca levar a pessoa aos caminhos do Senhor.

Não adianta mudar o texto bíblico ou sua interpretação com o objetivo de ratificar uma conduta.

Ou mudamos nosso comportamento e passamos a seguir as orientações da Palavra de Deus e nos submetemos aos seus ensinos e usufruímos de Seu Amor, ou então resolvemos caminhar segundo as leis dos homens e sob a influência do deus deste século (2Co 4.4) e voltamos a escravidão, sofrimento e perdição eterna.

Diante desse quadro, a escolha é individual e deve ser efetuada de maneira consciente. Quanto ao mim, gosto e afirmo o que Josué declarou:

“Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor.” Js 24.15

Que o Senhor te abençoe e te guarde!

Você pode gostar
Será que o público entende quando você prega?
Adquira o curso que é focado em desenvolver e destravar a Oratória de futuros Líderes Cristãos.
SAIBA MAIS! »

Termine o ano memorizando a Bíblia!
Memorize os livros da Bíblia e suas passagens de um jeito super dinâmico. Fortaleça sua fé para comunicar a Palavra de Deus do jeito fácil!
SAIBA MAIS! »

Se capacite em administrar melhor suas finanças!
Veja como você pode ser mais próspero financeiramente à luz da Palavra de Deus.
SAIBA MAIS! »

Casado com Simone e pai de Thiago e Ferrnanda. Formado em teologia pelo Instituto Cristão de Pesquisas, Mestrando em Hermenêutica pelo Seminário Betel Brasileiro, Bacharel em Direito, Pós Graduado em Direito Civil, Pós Graduado em Direito Processual Civil. Jurista. Autor dos livros “ O GPS de Deus”, “Pai de filho depressivo” e “Ansiedade”. Pastor na Igreja Cristã Evangélica do Mandaqui.

Trending