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Opinião

O progressismo e o envenenamento da juventude

Os jovens cristãos precisam ser amparados porque precisam matar um leão por dia para empunhar sua fé

Renan Alves da Cruz

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Segundo pesquisa da economista e analista comportamental inglesa Noreena Hertz, 30% dos jovens entre os 13 e os 20 anos possuem dúvidas sobre o casamento.

Norrena está debruçada sobre os costumes da nova geração, a primeira a nascer totalmente conectada, tendo as redes sociais como modelo principal de interação, e seus resultados, bem como o de outros pesquisadores focados no mesmo nicho, mostra que o chamado progressismo de esquerda tem se destacado na formação intelectual destes jovens.

O que nos permite entrever que temas como aborto e casamento gay receberão em breve o “reforço” deste contingente de adolescentes, produzidos em larga escala pela pedagogia esquerdista.

Em reportagem especial sobre a chamada “geração touch” em sua edição 2459, a revista Veja também clarificou este fenômeno, considerando o positivo, sinal de um avanço cultural.

Também se baseando em pesquisas sobre o fenômeno, a reportagem atesta que mais de 80% dos adolescentes apoiam movimentos transgêneros e 20% assumem terem tido relações com pessoas de ambos os sexos.

Uma adolescente entrevistada expressa com simplicidade singular o morticínio moral e cultural a que nossos jovens estão sendo submetidos:

“Pessoas me atraem, independente do gênero”, diz.

Provavelmente ela não sabe, mas sua inclinação bissexual foi semeada por décadas, numa estratégia detalhada, criada e orientada por grupos militantes, focados em protagonizar uma revolução cultural que promovesse a normatização multissexual  e a destruição dos valores conservadores, para caminhar rumo à destruição do cristianismo e seu legado.

Sou professor de história e vejo nas escolas brasileiras a evolução deste plano pérfido, através de professores mais comprometidos com panfletagem ideológica do que com ensino de conteúdo.

Durante a faculdade de história, disciplina tradicionalmente conhecida como reduto da esquerda, tive pouquíssimas aulas focadas no efetivo ensino histórico. Tudo estava calcado no sentido de nos doutrinar a ponto de desfazer quaisquer pudores prévios, para que, cooptados pelo relativismo, concordássemos que qualquer prática, mais que perdoável, fosse permitida, quando não estimulada.

Os jovens cristãos precisam ser amparados porque precisam matar um leão por dia para empunhar sua fé perante professores que os afrontam, colegas que os ofendem e cristãos metidos a moderninhos que relativizam o que a Bíblia trata como pecado.

O engajamento deles com as redes sociais torna o fluxo informacional massivo, com falácias e vãs sutilezas constantes e infindas.

Precisamos estar atentos. Nós, cristãos conservadores, estamos tentando garantir nossas posições focando o hoje.

A esquerda, treinada e organizada, está mirando o amanhã.

É historiador e professor. Debruça-se sobre política, literatura estrangeira e teologia. É editor e colunista do portal Voltemos à Direita, colunista do portal Gospel Prime e coautor do livro “Por que sou conservador”.

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