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Opinião

O politicamente correto e a Bíblia: os tribunais humanos e o de Deus

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As pessoas, ao buscarem definir um comportamento correto, às vezes, não se dão conta de que tentam impor um tipo de pensamento. Os evangélicos, de um modo geral, defendem princípios e, os politicamente corretos, em alguns casos, querem atacar esses princípios ao definirem ideias que confrontam princípios cristãos, como certa. Esta é uma maneira antidemocrática de pensar e de se expressar e uma tentativa de ferir, ou pelo menos, macular os princípios defendidos pelos que têm a Bíblia como regra de fé e prática.

Entre os que se dizem politicamente corretos, há quem insista que a Bíblia prega o genocídio, o antissemitismo, a exclusão de adúlteros e dos homossexuais. Lógico que isso não é verdade. Essa afirmação é a constatação de pleno desconhecimento da Bíblia por quem pensa assim. O livro sagrado dos cristãos é contra o preconceito e contra qualquer tipo de discriminação. Ao contrário, ensina o amor. Ensina a amarmos até mesmo os nossos inimigos. Infelizmente, a Bíblia é mais citada do que lida. Isto é um comportamento extremamente ruim, porém, comum na sociedade. Fala-se do que não se conhece.

Há um esforço de se definir um padrão socialmente aceito. Os que dominam as mídias e suas programações gostam de estabelecer marcos nesse sentido. Sempre que os mais fortes definem um padrão a ser seguido pelos outros, costumam fazê-lo no sentido de preservar os seus interesses e as suas convicções. Esses tipos de padrões, muitas vezes, privilegiam a ignorância e inibem a reflexão, ou seja, tentam limitar a liberdade de pensamento e a liberdade de expressão.

Hoje o pensamento politicamente correto tenta privilegiar grupos que se colocam como vítimas dos demais que se recusam a concordar com pensamentos, ideias e comportamento de tais pessoas ou defendidos por elas. Os que não estão ao lado delas podem ser vilipendiados, ofendidos e até agredidos, muitas vezes, com a leniência das instituições públicas que deveriam fazer valer a ordem social. Grupos que adquiriram um “salvo conduto tácito” de algumas instituições públicas para fazerem o que quiserem sem serem incomodados. Pessoas que se colocam como vítimas da sociedade de tal maneira que são elevadas a condições de pessoas boas, mas não bem aceitas pela sociedade tida como má.

Preconceito não se combate com preconceito. Não há forma mais preconceituosa de se lidar com ele do que desprezar todos os preconceitos em prol de um só. O preconceito mais cruel na sociedade brasileira é o que alija o pobre do acesso a muitos dos seus direitos. A despeito dos esforços que tem sido feito pelos governos, pobre ainda não tem acesso adequado a saúde, a educação, a emprego, a dignidade, a voz e a tantas outras coisas. Por que não há uma mobilização social forte para combater o preconceito contra a pobreza, contra a miséria e a tudo o que ela traz? A resposta é simples: pobre não tem influência na mídia e nem em instituições públicas. Um governante quando faz um programa social para ajudar o pobre, é zombado, escarnecido e chamado de politiqueiro.

Por outro lado, na democracia, diferenças de pensamento não legitimam confrontos violentos e nem crimes. Ações afirmativas não são excludentes de ilicitude ou de punibilidade para quem comete crime com o pretexto de combater o preconceito. Não deve existir julgamento de exceção para ações afirmativas, pois é esse tipo de filosofia que encoraja terroristas a cometerem atrocidades em outros países. A História mostra grandes nomes que souberam combater o preconceito sem cometerem crimes, como Martin Luther King, Nelson Mandela, Mahatma Gandhi e, mais do que todos estes e outros não citados, Jesus Cristo. Na dialética das ideias é que se formam os pensamentos e se elaboram as leis.

Existe uma propaganda feita há anos contra cristãos, especialmente evangélicos, tentando colocá-los como ignorantes ou preconceituosos. Reconhecendo o direito de escolha alheio, conhecido como livre arbítrio, e previsto na Bíblia, cristãos têm no seu livro sagrado a sua regra de fé e buscam segui-la. Nesse sentido, o texto sagrado é muito claro quando define o que é certo e o que é errado para os que o têm também como regra. O que é errado é chamado de pecado. Pecado é tudo o que contraria a lei de Deus. Existem pessoas que se constrangem ao saber que algo que elas fazem é considerado pecado e querem, por exemplo, afastar-se da discussão, ou não tornar público esse debate. Mesmo não sendo público o debate, a Bíblia vai continuar dizendo o que é pecado. Ninguém é obrigado a lê-la e nem a crer nela. Porém, todos têm o direito de conhecer o livro sagrado dos cristãos e de ensinar, para quem quiser ouvir, o que aprendeu de bom nas sagradas escrituras.

A Bíblia vai continuar a mesma, ainda que as pessoas a achem ultrapassada ou politicamente incorreta. Tudo aquilo que contraria a Lei de Deus é pecado. Mais sério ainda, a Bíblia diz que um dia vamos prestar contas a Deus. E, neste julgamento, não há tribunal humano ou advogado que poderá impedir ou recorrer da sentença do Justo Juiz. Quem quiser a absolvição, tem que aceitar o advogado Jesus Cristo hoje e arrepender-se dos seus pecados e deixá-los. Quem quiser fazê-lo, está convidado, quem não quiser, siga o rumo que mais lhe agradar, mas a Bíblia diz que tudo será trazido a juízo. Não há ser humano ou instituição que consiga alterar esta regra divina, com relação a condenação e absolvição dos pecados, que vige após a morte de todos os seres humanos.

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